Poder e Governo
Após apoio do PT a Juliana Brizola, Zucco lança pré-candidatura ao governo do RS em palanque com Flávio Bolsonaro
Deputado do PL integra aliança de cinco partidos para enfrentar candidata do PDT e também Gabriel Souza (MDB), vice-governador cotado para suceder Eduardo Leite
O deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) lançou oficialmente, neste sábado, sua pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul. O evento aconteceu na capital Porto Alegre e contou com a presença do senador (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, que terá no parlamentar o seu palanque no estado. Zucco tem como principais adversários a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT), definida nesta semana como o nome da esquerda , e o vice-governador Gabriel Souza (MDB), candidato escolhido à sucessão do governador (PSD).
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Na ocasião, Zucco também oficializou a pré-candidatura da deputada estadual Silvana Covatti (PP) a vice-governadora. Como mostrou o GLOBO, , que passou a integrar a base aliada de Zucco junto aos partidos Novo, Podemos e Republicanos. Também estiveram presentes os deputados federais Marcel Van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL), que completam a chapa majoritária como pré-candidatos ao Senado.
— Essas pessoas querem fazer a diferença. Podem ter certeza que esse grupo está coeso, está unido para transformar o Rio Grande e transformar o nosso Brasil — discursou Zucco, que definiu o evento como “um passo decisivo” na construção de seu projeto.
Além das críticas contra a esquerda, o deputado do PL aproveitou o evento para questionar as articulações de Eduardo Leite. Ele definiu a como um “centrão oportunista”, e afirmou que o atual governador se alinha ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou ao ex-presidente Jair Bolsonaro de acordo com seu “projeto de conveniência”.
Leite após ser preterido pelo PSD como o nome do partido à Presidência, vaga que ficou com o ex-governador goiano Ronaldo Caiado. Com a mudança de rumo, Souza, que está atrás dos adversários nas pesquisas, perdeu a oportunidade de ter a máquina até as eleições, o que lhe permitiria ampliar a capilaridade no estado e buscar consolidar costuras de olho em uma candidatura mais forte.
Críticas ao PT
Flávio utilizou o palanque de Zucco para dizer que irá “resgatar o Brasil” caso seja eleito, lema que passou a aderir em sua pré-campanha. Ele também defendeu os condenados pelos atos golpistas do 8 de janeiro e afirmou que, em uma eventual posse, irá subir a rampa do Planalto com seu pai, que está preso por tentativa de golpe de Estado.
— A gente vai mostrar qual o caminho e a alternativa que o Brasil tem, que é o contrário que o governo que temos hoje. Nunca mais a gente vai ouvir falar de PT, porque, de fato, ele vai ser irrelevante — afirmou o senador.
No Rio Grande do Sul, o PT não terá um candidato próprio ao governo pela primeira vez. A direção nacional do partido , do PDT, em vez de Edegar Pretto (PT), que já havia sido escolhido pelo núcleo estadual em novembro do ano passado .
O acirramento do racha ocorreu na semana passada, quando lideranças históricas do PT gaúcho, como os ex-governadores Tarso Genro e Olívio Dutra, . O PSOL chegou a ameaçar lançar uma candidatura própria por considerar que Juliana não debateu projetos de governo com a base aliada.
Mais próxima de Zucco nas pesquisas, a pedetista venceu a queda de braço, e . Ele foi indicado pelo partido para liderar a construção de um “projeto unitário” em torno de Juliana, que passará a ter em sua chapa ao Senado a ex-deputada federal Manuela D’Ávila (Psol) e o deputado federal Paulo Pimenta (PT).
Em entrevista ao GLOBO publicada na sexta-feira, . O petista recebeu Juliana no Palácio do Planalto em fevereiro e, desde então, sob a liderança do presidente Edinho Silva, a direção passou a sinalizar que a formação de um palanque duplo no estado prejudicaria a campanha de Lula à reeleição.
Sem vitória antecipada
Entre os governadores presidenciáveis do PSD, Leite foi o único que precisou levar sua reeleição ao segundo turno. Enquanto Ratinho Junior, no Paraná, venceu com 69,6% dos votos, e Caiado obteve 51,8%, Leite chegou a perder o primeiro turno para Onyx Lorenzoni, também do PL, que marcou 37,5% contra 26,8% do rival.
No segundo turno, contudo, Leite conquistou a vitória com 57,1%. Três anos depois, pesquisa Genial/Quaest de meados de 2025 mostrou que 54% dos eleitores gaúchos acreditavam que o governador não “merecia” eleger seu sucessor. Outro levantamento, de agosto, reforçou o quadro adverso: com apenas 5% das intenções de voto para governador, Gabriel de Souza apareceu atrás de Zucco (20%) e Brizola (21%), e empatado no limite da margem de erro com Pretto (11%).
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