Poder e Governo
Gilmar Mendes defende credenciais de Jorge Messias para vaga no Supremo
Ministro do STF afirma que AGU tem vasta experiência e sólida formação acadêmica e classifica críticas como vazias
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou as redes sociais na manhã deste domingo para manifestar apoio à indicação de Jorge Messias à Corte. Segundo Mendes, mesmo diante de "críticas vazias" e "leituras superficiais", o advogado-geral da União reúne as credenciais necessárias para ocupar o cargo.
Gilmar Mendes destacou o currículo "qualificado" de Messias, ressaltando sua "vasta experiência na administração pública e sólida formação acadêmica". "Ao longo de sua trajetória no serviço público, Jorge Messias exerceu funções de elevada responsabilidade, sempre se destacando pela atuação técnica, pelo respeito à separação dos Poderes e pelo perfil conciliador", afirmou o ministro.
O magistrado acrescentou que, à frente da Advocacia-Geral da União, Messias "desempenhou papel relevante na defesa da soberania nacional, especialmente no enfrentamento do tarifaço imposto aos produtos brasileiros". Mendes também ressaltou que a atuação de Messias junto ao Supremo foi fundamental para a responsabilização de big techs por publicações criminosas nas redes sociais.
Na mesma publicação, Gilmar Mendes afirmou: "Jorge Messias está à altura do cargo e reúne condições para exercer a magistratura com equilíbrio, responsabilidade e elevado senso institucional. O Senado saberá analisar seus múltiplos atributos".
A manifestação do ministro, reconhecido pelo bom trânsito tanto no STF quanto no Senado, representa um apoio significativo em um momento decisivo para Messias. Após mais de quatro meses do anúncio da indicação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizou na semana passada o envio do nome do AGU ao Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), agendou a sabatina para o dia 29 de abril.
A leitura do relatório marca o início formal do processo e abre caminho para a realização da sabatina e, posteriormente, da votação em plenário.
Conforme revelou o jornal O GLOBO, o governo estruturou uma força-tarefa envolvendo o líder no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), o líder no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), que dialogaram com Alcolumbre sobre o tema.
Como parte da estratégia, Messias participou, na última quarta-feira, de um jantar com senadores no Lago Sul, em encontro promovido por Lucas Barreto (PSD-AP). Durante a noite, cerca de 38 parlamentares passaram pelo local, em conversas reservadas para avaliar o cenário político no Senado.
A decisão de Alcolumbre ocorre em meio a um movimento mais amplo de destravamento de indicações paradas na Casa. Nesta semana, o Senado aprovou 18 embaixadores e agendou sabatinas de indicados ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), sinalizando a retomada do fluxo de nomeações.
Interlocutores atribuem a mudança de postura a uma combinação de fatores, como a pressão do governo, a necessidade de reorganizar a pauta e o custo político de manter indicações represadas. Alcolumbre, antes apontado como principal responsável pelo atraso, passou a sinalizar nos últimos dias que não pretendia mais segurar o andamento da indicação.
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