Poder e Governo
Em meio à indefinição no STF, PSOL lança William Siri como candidato ao governo do Rio
Presidente do TJRJ permanece no comando até o STF decidir formato da eleição para 'mandato tampão' até o fim do ano
Apesar da indefinição sobre o futuro político do Rio de Janeiro, que aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o modelo de eleição para o governador que cumprirá mandato até o fim deste ano, partidos já articulam suas candidaturas para 2027. Neste sábado, o PSOL confirmou o vereador William Siri como seu pré-candidato ao governo do estado, juntando-se a outros nomes já postos, como o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), o deputado estadual Douglas Ruas (PL) e o ex-governador Anthony Garotinho.
“Assumo esse compromisso com muita responsabilidade com o meu partido e com a população do Rio de Janeiro. Sou o primeiro parlamentar eleito pelo PSOL na Zona Oeste, território conflagrado e há décadas abandonado pelo Estado. Vou lutar pelo fim das desigualdades, pela valorização do serviço público e pelos direitos dos trabalhadores”, afirmou Siri após a Conferência Eleitoral do partido, que também definiu a vereadora Mônica Benicio como pré-candidata ao Senado.
A escolha de William Siri refere-se apenas à eleição para o mandato regular a partir de 2027, não assegurando sua presença em eventual eleição suplementar em 2024. O PSOL ainda avalia se lançará candidatura própria ou apoiará um nome único da esquerda em caso de pleito para o chamado “mandato tampão”.
Desde o mês passado, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Ricardo Couto, está como governador em exercício. Ele assumiu após a renúncia de Cláudio Castro (PL), que deixou o cargo para concorrer ao Senado Federal nas eleições de outubro. No dia seguinte, o Tribunal Superior Eleitoral declarou Castro inelegível por oito anos.
Sem vice-governador — já que Thiago Pampolha se afastou para assumir vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE) —, o estado entrou em situação de dupla vacância, sem substituto direto na linha sucessória.
A crise se agravou porque, pela regra, o comando deveria passar ao presidente da Assembleia Legislativa (Alerj). No entanto, o cargo ficou vago após a cassação e prisão de Rodrigo Bacellar. A Alerj chegou a realizar uma eleição-relâmpago para a presidência, vencida por Douglas Ruas, mas a Justiça anulou o resultado por descumprimento de regras.
Decisão no STF
A definição sobre o novo governador está judicializada e aguarda análise do STF. Os ministros discutem se a escolha do ocupante do “mandato tampão” será por eleição direta ou indireta na Alerj. O julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino, mas, até o momento, o placar está em 4 a 1 pela eleição indireta.
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