Poder e Governo
Edegar Pretto desiste de pré-candidatura e declara apoio a Juliana Brizola ao governo do RS
Direção nacional do PT já havia anunciado a escolha da ex-deputada para liderar a chapa da esquerda ao Executivo estadual
Edegar Pretto , ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e filiado ao PT, anunciou nesta quinta-feira a desistência de sua pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul. Pretto declarou apoio à ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT), após a direção nacional do PT oficializar, na última terça-feira, a escolha do pedetista para liderar a chapa da esquerda ao Executivo estadual.
A decisão marca a primeira vez em que o PT gaúcho fica sem candidatura própria ao governo estadual. No documento oficial, o partido orienta “a construção de uma tática eleitoral conjunta com o PDT e demais partidos do campo democrático, sob a liderança da companheira Juliana Brizola, como expressão política dessa estratégia no estado”. O texto ainda confirmado Edegar Pretto como “a liderança com maior legitimidade para liderar essa construção”, em parceria com os pedetistas.
O documento ressalta que a estratégia política no Rio Grande do Sul “deve estar alinhada à leitura nacional e internacional da conjuntura, com encaminhamentos coerentes e responsáveis”, e enfatiza que “não há nada mais importante que a reeleição do presidente Lula”.
Resistências de Juliana Brizola
A intervenção da direção nacional do PT contraria a posição de Edegar Pretto e dos ex-governadores petistas Tarso Genro (2011-2015) e Olívio Dutra (1999-2003), que manifestaram oposição à escolha de Juliana Brizola durante a plenária do partido realizado na noite de ontem.
"Aqui, no Rio Grande do Sul, ninguém aceita intervenção. Intervenção é um desrespeito não somente à minha trajetória e aos demais quadros políticos que foram dirigentes do nosso partido, é um desrespeito à história da nossa militância", afirmou Tarso Genro, em plenária do PT realizada nesta segunda-feira, em Porto Alegre.
Setores do PT gaúcho defendem Edegar Pretto como “a melhor opção para a construção da vitória” nas eleições, ressaltando que sua indicação foi definida de forma ampla e democrática, em convenção realizada em novembro do ano passado, com o apoio dos partidos aliados PSOL, PCdoB, PV, Rede e PSB.
Diante do impasse, o PSOL, que apoia Edegar Pretto, cogita lançar candidatura própria ao Palácio Piratini caso o PDT prevaleça e desfaça o acordo já firmado no estado. A aliança em torno de Preto remonta à eleição de 2022, quando obteve 26,7% dos votos, contra 26,8% de Eduardo Leite — uma diferença de cerca de dois mil votos —, que avançou ao segundo turno.
O dirigente petista Edinho Silva classificou como “etnocentrismo político inaceitável” a possibilidade de manter dois palanques, em vez da unificação. Segundo ele, “a história irá cobrar” um preço “politicamente caríssimo” caso não haja acordo entre as legendas.
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