Poder e Governo
Lula se reuniu com Alcolumbre antes de oficializar indicação de Messias ao STF
Na conversa, senador não garantiu a aprovação do indicado ao Supremo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), três dias antes de enviar ao Senado a mensagem oficializando a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com relatos de aliados do presidente, Alcolumbre não garantiu o apoio necessário para aprovar Messias. Apesar disso, Lula deixou o encontro com a percepção de que as resistências do presidente do Senado ao nome do advogado-geral foram superadas.
Segundo pessoas próximas ao presidente, Alcolumbre alertou que Messias precisaria dialogar diretamente com os senadores para dissipar eventualmente ressalvas ao seu nome.
A reunião aconteceu na noite de 29 de março, no Palácio da Alvorada, e contou também com a presença do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que era o preferido de Alcolumbre para ocupar a vaga no Supremo aberto em setembro, após a retirada de Luís Roberto Barroso.
Além da indicação de Messias, os participantes discutiram a possível candidatura de Pacheco ao governo de Minas Gerais com apoio de Lula. No Planalto, a avaliação é de que a entrada do senador na disputa estadual favorecendo Messias, pois transmite aos colegas a ideia de que Pacheco está alinhado com Lula e não ficou insatisfeito por não ter sido escolhido para o STF.
Pacheco oficializou sua filiação ao PSB no dia 1º de abril, mesma data em que a mensagem presidencial com a indicação de Messias foi encaminhada ao Senado. Publicamente, o senador ainda não confirmou sua candidatura, mas Lula confidenciou aos aliados que Pacheco lhe garantiu que participaria da corrida pelo governo mineiro.
Lula anunciou a escolha do Messias para o Supremo em 20 de novembro do ano passado, mas adiou o envio da mensagem ao Senado para contornar resistências parlamentares ao nome do chefe da AGU.
Alcolumbre chegou a marcar a sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para 10 de dezembro de 2025, prazo considerado inviável por governantes para a aprovação do indicado.
Diante do cenário adverso, o Planalto optou por adiar o envio da mensagem presidencial como estratégia para ganhar tempo. Além de ser sabatinado na CCJ, Messias ainda precisa ser aprovado tanto pela comissão quanto pelo plenário do Senado.
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