Poder e Governo
'Maldosos': Kassab diz que fala sobre '15% de Caiado' e poder de barganha no 2º turno não são sobre 'toma lá dá cá'
Presidente do PSD havia afirmado que, se o pré-candidato do partido atingisse 15% dos votos no 1º turno, seria 'ótimo'; Kassab esclareceu que acredita na ida de Caiado ao segundo turno
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, classificou como "maldosos" aqueles que, segundo ele, interpretaram de forma equivocada sua declaração sobre a participação do pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado, na campanha eleitoral deste ano.
Na terça-feira (7), durante um evento do banco Bradesco em São Paulo, Kassab afirmou que, se Caiado alcançasse 15% dos votos no primeiro turno, o resultado seria "ótimo". De acordo com o dirigente partidário, esse patamar garantiria ao partido maior poder de barganha no segundo turno.
Já nesta quarta-feira (8), Kassab afirmou ter sido mal interpretado, explicando que se referiu a "possibilidades", e não a "metas".
— Tudo nos leva a crer que a candidatura do Caiado vai crescer. Aí você pergunta: 'poxa vida, mas não é certeza?' Lógico que não é certeza, mas nós somos muito confiantes na vitória — declarou.
Ao ser questionado sobre a menção específica aos 15%, Kassab respondeu:
— Caso ele (Caiado) não vá para o segundo turno, caso estacione em 15%, 20%, é evidente que se tem um entendimento de que o partido pode liberar ou apoiar. E, se houver apoio, será mediante condições. Agora, não serão condições fisiológicas, serão condições estabelecidas com total transparência, baseadas em princípios e propósitos — disse Kassab ao GLOBO.
Indagado se a fala dos 15% poderia ser interpretada como "toma lá dá cá", Kassab foi categórico ao negar:
— Não. Isso que eu estou dizendo não é um toma lá dá cá. Se o Caiado não for para o segundo turno — e acredito que iremos —, faríamos um acordo. E, se houver acordo, será em cima de princípios, não de toma lá dá cá. Essa é a diferença do PSD. Agora, os maldosos dizem que vamos querer cargo, que vamos querer fisiologismo, né? Aí é a maldade de quem nos mede pela sua régua — afirmou.
Kassab também foi questionado sobre qual seria a posição do partido caso o segundo turno fosse disputado entre Lula e Flávio Bolsonaro.
— Não, não se discute isso. Acho que uma candidatura com a consistência que tem o Caiado não está discutindo isso e nem será discutido, porque realmente acreditamos que vamos para o segundo turno — concluiu.
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