Poder e Governo
Votação para vaga no TCU deve ficar para semana que vem, dizem líderes
Sabatinas de candidatos estão previstas para quinta-feira na Comissão de Finanças e Tributação
A eleição para escolha do novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) na Câmara dos Deputados foi marcada para a próxima terça-feira, conforme decisão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), segundo líderes partidários ouvidos pelo GLOBO.
Antes da votação em plenário, os candidatos à vaga passarão por sabatina na Comissão de Finanças e Tributação. As datas dessas sabatinas ainda serão definidas pelo presidente do colegiado.
Havia expectativa entre as lideranças de que a votação poderia ocorrer já nesta quarta-feira, especialmente após a instalação das cabines de votação no plenário, o que aumentou a percepção de uma possível antecipação do processo. No entanto, a oposição cobrou o respeito ao rito, exigindo a realização das sabatinas antes da votação final.
Nos bastidores, a definição do calendário é interpretada como uma estratégia de Hugo Motta para organizar sua base e consolidar apoio ao deputado Odair Cunha (PT-MG), nome indicado em acordo com o PT ainda em 2024. O compromisso foi firmado com o aval do então presidente Arthur Lira (PP-AL), em troca do apoio petista à candidatura de Motta para o comando da Câmara.
Uma eventual derrota de Odair Cunha em plenário seria vista como um revés político para o presidente da Casa, enquanto a vitória do petista será interpretada como demonstração de força e articulação política.
A vaga em disputa pertence ao ministro Aroldo Cedraz, que se aposentou em fevereiro deste ano. Além de Odair Cunha, concorrem os deputados Hugo Leal (PSD-RJ), Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Soraya Santos (PL) — indicada no lugar de Hélio Lopes — e Danilo Forte, que deixou o União Brasil recentemente para tentar viabilizar sua candidatura por outra legenda.
Também devem disputar a indicação Adriana Ventura (Novo-SP) e Gilson Daniel (Podemos-ES).
A votação será secreta, o que, segundo parlamentares, aumenta a imprevisibilidade do resultado e pode abrir espaço para dissidências, mesmo entre partidos que formalmente apoiam determinados candidatos.
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