Poder e Governo
Caiado minimiza apoio restrito de governadores do PSD: 'Os dois mais bem avaliados estão comigo'
Sigla tem alas alinhadas a candidaturas rivais, como Lula, Flávio Bolsonaro e Zema
O pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, minimizou nesta segunda-feira a ausência de apoio de governadores correligionários à sua candidatura ao Planalto. Até agora, apenas dois dos seis chefes do Executivo estadual da legenda declararam publicamente apoio ao ex-governador de Goiás. O partido reúne alas alinhadas a candidaturas rivais, como as de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo).
— Os dois governadores com maior projeção política e mais bem avaliados estão me apoiando: o Paraná e o Rio Grande do Sul — afirmou Caiado em entrevista ao vídeocast "Frente a Frente", parceria entre Uol e "Folha de S. Paulo".
Caiado foi confirmado como pré-candidato após a desistência, no mês passado, do governador do Paraná, Ratinho Junior, que foi o único chefe estadual do PSD a declarar apoio imediato nas redes sociais ao líder goiano. O goiano promete "desativar" a polarização no país.
A escolha frustrou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que trocou o PSDB pelo PSD. Leite avaliou que a decisão do partido tende a manter a divisão no país e apontou existir no Brasil um desejo “ainda silencioso, mas muito real” por uma alternativa equilibrada.
Nenhum dos dois esteve presente no anúncio da candidatura, embora tenham sustentado, por algumas semanas, que apoiariam o projeto independentemente do resultado. No dia seguinte, Leite adotou tom conciliatório, destacando ter conversado com Caiado e afirmando que, apesar de “diferenças de visão e estilo”, há também “muitas convergências”.
Os outros quatro governadores do PSD não se manifestaram sobre a escolha de Caiado: Raquel Lyra (Pernambuco), Marcos Rocha (Rondônia), Fábio Mitidieri (Sergipe) e Mateus Simões (Minas Gerais).
Mitidieri já declarou publicamente apoio a Lula nas eleições deste ano. Raquel Lyra, que migrou do PSDB para o PSD buscando aproximação com o petista — aliado do rival João Campos em Pernambuco —, deve adotar uma postura de neutralidade. Mateus Simões, por sua vez, apoiará Zema.
O silêncio também foi a estratégia de outros nomes do partido que pretendem disputar governos estaduais em 2026. É o caso do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que concorrerá ao Palácio Guanabara em aliança com o PT. O PSD também recebeu apoio do PT para candidaturas aos governos do Amazonas e Mato Grosso.
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