Poder e Governo

PSB negocia filiação de Rodrigo Pacheco e pode anunciar candidatura ao governo de Minas

Ex-presidente do Senado também dialogou com MDB e União Brasil, mas encontrou obstáculos

Agência O Globo - 25/03/2026
PSB negocia filiação de Rodrigo Pacheco e pode anunciar candidatura ao governo de Minas
PSB negocia filiação de Rodrigo Pacheco e pode anunciar candidatura ao governo de Minas - Foto: Reprodução / Agência Senado

O ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), está em negociações para se filiar ao PSB com o objetivo de disputar o governo de Minas Gerais em 2026. A visa fortalecer um palanque para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado. Integrantes do PSB afirmam que ainda faltam detalhes, mas trabalham para confirmar a filiação até a próxima segunda-feira.

A direção nacional do PT, que acompanha de perto as conversas para a formação do palanque de Lula em Minas, considera certa a ida de Pacheco para o PSB. No entanto, pessoas próximas ao ex-presidente do Senado negam que a decisão sobre o seu futuro partidário já tenha sido tomada.

O presidente nacional do PSB, João Campos, deve se reunir com Pacheco nesta semana para discutir o tema.

Pacheco precisará trocar de partido para disputar o governo mineiro, já que o PSD filiou o governador Matheus Simões no fim do ano passado, com a intenção de lançá-lo candidato ao Executivo estadual.

Nas últimas semanas, Pacheco também conversou com representantes do MDB e do União Brasil, mas as negociações não prosseguiram.

No início de março, o senador se reuniu com dirigentes do MDB e ficou definido que, neste momento, o partido não é uma opção para sua filiação, pois já lançou o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo como pré-candidato ao governo de Minas em 2026.

Segundo interlocutores do MDB mineiro, a legenda chegou a considerar a filiação de Pacheco, mas apenas se ocorreu após 4 de abril — dados em que, pela Justiça Eleitoral, o senador não poderia mais ser candidato pelo partido. A possibilidade foi descartada por ambas as partes, e Pacheco não chegou a receber convite formal.

Da mesma forma, o presidente do PP, Ciro Nogueira, afirmou no último fim de semana que a provável federação União Brasil-PP deve apoiar a candidatura de Simões, ligada ao grupo do ex-governador Romeu Zema (Novo).

O MDB e o PP de Minas Gerais mantêm-se mais próximos da oposição e resistem a oferecer palanque para Lula no estado.

O principal desafio para Pacheco no PSB é o tamanho limitado do partido, que possui fundo partidário menor em comparação com as demais legendas consideradas. O recurso precisaria ser dividido entre candidaturas a deputado federal e a governador. Por outro lado, partidos maiores da coligação, como o PT, podem ajudar a viabilizar a campanha de Pacheco.

De acordo com relatos, Pacheco não se opõe a ser candidato em Minas e apoia Lula, mas deseja garantir a previsão de sua candidatura antes de tomar a decisão final.

Uma definição precisa ocorrer até o final da próxima semana, já que, a partir de 4 de abril, quem desejar disputar as eleições não poderá mais trocar de partido.