Poder e Governo

Ao comentar revés de Castro, Paes critica quem ‘rouba’ o estado e pede que Rio não caia mais em ‘enganação’ e ‘invencionice’

Ex-prefeito e pré-candidato ao governo adotou tom eleitoral ao se pronunciar sobre decisão do TSE que condenou ex-governador

Agência O Globo - 25/03/2026
Ao comentar revés de Castro, Paes critica quem ‘rouba’ o estado e pede que Rio não caia mais em ‘enganação’ e ‘invencionice’
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) - Foto: Reprodução / Instagram

Pré-candidato ao governo do Rio, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) comentou imediatamente a que resultou na inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro (PL). Paes se desincompatibilizou do cargo na sexta-feira passada para poder disputar o Palácio Guanabara, do qual Castro renunciou ontem a fim de evitar que saísse da cadeira via cassação.

“Fluminenses, não caiam mais em enganação. Esses são aqueles que usam o nome de outros para se eleger dizendo-se íntegros e alinhados à ética, à lei e à ordem. Roubam nosso Estado e deixam nossas cidades serem tomadas pelo crime organizado", escreveu nas redes sociais. “Essa eleição para governador é sobre o Rio e quem tem capacidade comprovadamente de nos tirar desse atoleiro. Sem milagres. Com gestão e autoridade é que vamos mudar as coisas. Não se esqueçam de (Wilson) Witzel e Castro e do que eles prometeram. E por quem foram apoiados. Chega de invencionice!”

O TSE impôs um placar de 5 a 2 em prol da inelegibilidade de Castro. Ele teria sido cassado pela Corte, mas, como anunciou a saída na véspera, houve na prática a chamada perda de objeto — era impossível, afinal, cassar alguém que já não estava no cargo.

O ex-governador era acusado de abuso de poder político e econômico no âmbito do caso Ceperj. Antes da eleição de 2022, o governo criou programas sociais com funcionários que recebiam pagamentos por fora da transparência pública. Eles seriam, na verdade, meros cabos eleitorais do então candidato à reeleição e de seu grupo político.

Outro envolvido no esquema, o presidente afastado da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União), teve o mandato cassado.

Adversário em 2022 reage

Derrotado por Castro na eleição de 2022, o presidente da Embratur, Marcelo Freixo (PT), celebrou a decisão.

"NOS LIVRAMOS DE CLÁUDIO CASTRO", publicou. "O TSE declarou Cláudio Castro inelegível por 8 anos por ter fraudado a eleição de 2022, comprando milhares de votos com dinheiro público no maior esquema de fraude eleitoral da história do Rio de Janeiro. Estamos livres de Castro, que não poderá disputar a próxima eleição."