Poder e Governo
Bolsonaro tem melhora clínica, mas segue sem previsão de alta hospitalar, diz boletim médico
Ex-presidente está internado há onze dias; PGR se manifestou favoravelmente a sua prisão domiciliar
O ex-presidente Jair Bolsonaro teve melhora clínica, mas segue sem previsão de alta hospitalar, de acordo com boletim médico divulgado nesta terça-feira pelo Hospital DF Star.
O texto diz que o ex-presidente está em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. Devido à melhora clínica, paciente recebeu alta da unidade de terapia intensiva ontem. "No momento segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta hospitalar".
Internado desde o dia 13, após passar mal enquanto estava preso, Bolsonaro segue em tratamento contra uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração. De acordo com a equipe médica, ele permanece em uso de antibioticoterapia endovenosa, com resposta considerada positiva, mas ainda depende de suporte clínico intensivo, além de fisioterapia respiratória e motora.
"O ex-presidente mantém evolução satisfatória, sem intercorrências, no uso de antibioticoterapia endovenosa. Segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora e deverá receber alta da UTI nas próximas 24 horas", informou o boletim.
A broncoaspiração, que tem origem na infecção, ocorre quando conteúdo de estômago ou secreções ambas nas vias respiratórias, podendo evoluir para um quadro infeccioso pulmonar com impacto na oxigenação. Bolsonaro foi internado após apresentar febre, vômitos e queda na saturação.
Desde a internacionalização, a evolução tem sido descrita como gradual. Apesar da melhoria dos indicadores clínicos, a permanência na UTI até aqui foi mantida por cautela, diante da necessidade de monitoramento constante, fisioterapia respiratória e prevenção de complicações, comuns em quadros desse tipo.
A situação de saúde do ex-presidente passou a ter impacto direto nas discussões jurídicas sobre o regime de cumprimento da pena. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou favoravelmente à concessão de prisão domiciliária, e a expectativa entre aliados é de que, com a melhoria do quadro clínico, Bolsonaro possa cumprir a pena em casa.
A equipe médica trabalha com a previsão de que o período total de internação deve chegar a cerca de 14 dias, a depender da resposta ao tratamento.
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