Poder e Governo
Ao lado de Valdemar e Flávio, Moro se filia ao PL e monta chapa com Deltan e autor de projeto que beneficiaria o Master
O senador Sergio Moro se filiou ao PL na manhã desta terça-feira, em Brasília, em evento com a presença do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, e do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, que atuou diretamente na articulação. A chapa de Moro deverá ter como candidatos ao Senado o ex-deputado e ex-coordenador da força-tarefa da Lava-Jato Deltan Dallagnol e o deputado Filipe Barros (PL-PR), autor de um projeto que beneficiaria o Master, caso fosse aprovado. A deputada Rosângela Moro também oficializou sua filiação no mesmo ato.
Em discurso, Moro criticou o governo Lula e fez gestos ao bolsonarismo ao lembrar que esteve ao lado de Jair Bolsonaro no segundo turno em 2022 por entender que era necessário derrotar o petista e afirmou que o cenário atual superou suas expectativas negativas.
— Sabia que iria descer uma sombra sobre o país, e essa sombra foi pior do que imaginava: economia desorganizada, taxas prejudicando a iniciativa privada. A roubalheira voltou — disse.
Rosângela, por sua vez, defendeu a ida de Bolsonaro para a prisão domiciliar. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não esteve no ato por estar acompanhando o ex-presidente, segundo Valdemar.
Caso Master
Em seu discurso, Moro citou o escândalo do Banco Master e buscou associar o caso ao governo Lula. O senador não fez referência, no entanto, ao projeto apresentado por Filipe Barros, seu provável companheiro de chapa. O deputado apresentoui em 2024 uma proposta que amplia o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para até R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ, proposta semelhante à emenda apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), que foi citado nas mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro.
A emissão de CDBs com retornos acima da média de mercado era uma estratégia central na expansão de negócios do Master. Vorcaro já reconheceu em depoimento que a cobertura do FGC era parte da estratégia e, em troca de mensagens com a então noiva, comemorou a emenda apresentada por Ciro Nogueira. Ambos os textos foram engavetados no Congresso.
Rompimento no Paraná
A filiação de Moro ocorre após o rompimento das negociações entre o PL e o PSD, do governador Ratinho Júnior, no Paraná. Sem acordo, o partido decidiu apostar em candidatura própria e fechou apoio ao ex-juiz para o governo. Ratinho chegou a procurar Flávio Bolsonaro para tentar reverter o cenário, oferecendo abrir mão da disputa presidencial em troca da retirada do apoio a Moro, mas a proposta foi rejeitada. Segundo interlocutores, o coordenador da pré-campanha, Rogério Marinho, afirmou que o compromisso com o senador já estava firmado.
A filiação foi selada após reunião entre Moro e Valdemar na sede do partido, em Brasília, na semana passada, quando os dois fecharam o acordo que reposiciona o PL no estado e consolida o ex-juiz como principal nome da sigla para o governo.
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