Poder e Governo
Nunes critica saída de Tebet do MDB e a chama de “marionete” de Lula em São Paulo
Prefeito de São Paulo lamenta decisão de Simone Tebet de disputar o Senado pelo PSB e questiona vínculos da ministra com o estado
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), manifestou insatisfação com a decisão da ministra do Planejamento, Simone Tebet, de deixar o MDB para se filiar ao PSB e disputar uma vaga no Senado por São Paulo. Em entrevista ao UOL, Nunes declarou: “Nunca imaginei que uma pessoa da envergadura dela aceitaria ser marionete de Lula aqui.” O prefeito também rebateu declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que sugeriu que Tebet teria mais vínculos com São Paulo do que o governador Tarcísio de Freitas.
Críticas ao histórico político
Segundo Nunes, “Ela tem toda a vida feita no Mato Grosso do Sul. Foi prefeita lá, senadora, assim como o pai (Ramez Tebet). Já Tarcísio não tinha raízes políticas em nenhum local. Trabalhou em todo o Brasil e serviu até no Haiti. É outra conjuntura.”
O prefeito ainda afirmou que Tebet “abandonou” a população do Mato Grosso do Sul ao optar por disputar as eleições em São Paulo, e classificou a saída do MDB como uma decisão alinhada aos interesses do presidente Lula. “Isso é o mais grave”, reforçou.
Filiação ao PSB e articulação política
A filiação de Tebet ao PSB deve ser oficializada nos próximos dias. Em nota nas redes sociais, o partido celebrou a chegada da ministra e destacou que sua decisão fortalece o projeto político da legenda, presidida por João Campos.
A mudança ocorre após quase três décadas de Tebet no MDB e integra uma articulação para viabilizar sua candidatura ao Senado por São Paulo. A ministra deve compor a chapa liderada por Fernando Haddad, pré-candidato ao governo paulista.
Nova trajetória em São Paulo
A decisão também envolve o reposicionamento eleitoral de Tebet, que transferiu seu domicílio do Mato Grosso do Sul para São Paulo. Ela argumenta que o estado teve papel central em sua trajetória recente — especialmente na eleição presidencial de 2022, quando obteve ali sua maior votação proporcional — e considera a disputa em São Paulo estratégica para o país.
“São Paulo é atravessar um rio, é atravessar uma ponte, é onde fiz meu mestrado, onde tive projeção política”, afirmou Tebet durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, em Campo Grande (MT), no dia 12 de março. “Política é missão, e eu vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que entendo muito importante para o Brasil.”
Contexto eleitoral
A intenção de Tebet de concorrer por São Paulo já havia sido antecipada pelo jornal O Globo em janeiro, quando ela acertou com o presidente Lula a transferência do domicílio eleitoral. Tebet ressaltou que o processo eleitoral no estado “é muito importante para o Brasil” e lembrou que, em 2022, boa parte dos votos que recebeu foi em São Paulo.
O caminho para Tebet estar ao lado de Lula em 2026 exigiu a saída do MDB e a mudança de domicílio eleitoral. Desde 2022, o MDB apoia o governador Tarcísio de Freitas em São Paulo. Em 2024, Tarcísio foi aliado decisivo para a eleição de Nunes na capital, político do MDB com quem Tebet não possui proximidade.
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