Poder e Governo
Hospital informa boa evolução clínica de Bolsonaro, mas alta ainda não tem previsão
Boletim médico aponta resposta ao tratamento e melhora dos indicadores inflamatórios; aliados intensificam pressão por prisão domiciliar no STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta boa evolução clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, conforme boletim divulgado nesta quinta-feira pelo hospital DF Star, em Brasília. Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde sexta-feira, ele segue em tratamento para uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração. Apesar da resposta positiva ao tratamento, ainda não há previsão de alta.
Segundo a equipe médica, Bolsonaro mantém melhorias nos marcadores inflamatórios e responde bem à antibioticoterapia endovenosa. O quadro permanece estável, mas requer suporte clínico intensivo, além de fisioterapia respiratória e motora.
"O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro manteve boa evolução clínica e laboratorial nas últimas 24 horas. Segue em tratamento com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta da UTI neste momento", informa o boletim médico.
Bolsonaro está hospitalizado desde que passou mal no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, onde cumpre prisão. Ele foi internado após apresentar febre, vômitos e queda na saturação de oxigênio. Os exames indicaram pneumonia bacteriana bilateral, condição considerada mais grave por afetar ambos os pulmões.
Desde a internacionalização, a evolução do quadro tem sido gradual. A possibilidade de transferência para um estágio de menor complexidade dentro da UTI foi cogitada, mas descartada devido à necessidade de acompanhamento intensivo.
Pressão por prisão domiciliar
A melhoria clínica, mesmo sem previsão de alta, passou a ser utilizada por aliados como principal argumento na estratégia jurídica para tentar a concessão de prisão domiciliar. O acordo do entorno é que o quadro, embora estável, exige monitoramento contínuo e estrutura hospitalar.
Nos bastidores, interlocutores intensificaram contatos com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador Flávio Bolsonaro esteve nesta semana com o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos envolvidos no ex-presidente, em uma intervenção que une articulação política e jurídica em Brasília.
A expectativa do grupo é que a manutenção da melhoria, ainda que gradual, reforce o pedido de domicílio nos próximos dias.
Na quarta-feira, o cardiologista Brasil Ramos Caiado reiterou que a transferência para prisão domiciliar seria perturbação do ponto de vista médico.
— Do ponto de vista médico, um ambiente mais acolhedor, com equipe de enfermagem 24 horas, alimentação adequada e possibilidade de identificar alterações precocemente é melhor para qualquer paciente. O ambiente familiar é mais adequado — afirmou.
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