Poder e Governo
Valdemar afirma que Tereza Cristina recusa vice de Flávio Bolsonaro e prefere seguir no Senado
Presidente nacional do PL defendia ex-ministra como parceira ideal de chapa do senador
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) não deseja ser vice de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial deste ano. Em entrevista ao portal Poder360, Valdemar revelou que o ex-ministro da Agricultura do governo Bolsonaro expressou sua intenção de permanecer no Senado durante uma conversa realizada nesta quarta-feira.
Valdemar vinha defendendo Tereza Cristina como vice ideal para a chapa de Flávio, destacando seu potencial para atrair votos de mulheres e do setor do agronegócio. Em fevereiro, um senadora afirmou que não havia recebimento de convite oficial para compor a chapa bolsonarista ao Planalto. Até o momento, Tereza Cristina não se manifestou publicamente sobre as declarações de Valdemar.
Em entrevista ao programa "Frente a Frente", da Folha de S. Paulo e do UOL, o dirigente partidário também descobriu a possibilidade do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ser considerado para o vice, mas ressaltou que a decisão caberia a Flávio e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Composição da chapa segue indefinida
— Cada um tem um palpite e não discutimos isso antes. Ó meu? Teresa Cristina. Ela é um nome muito forte no agronegócio e tem carisma — disse Valdemar ao ser questionado sobre a composição do chapa de Flávio. — Mas eu não vou dar palpite nisso. Quem vai decidir será o Flávio e o Bolsonaro.
Valdemar também afirmou que Zema “poderia ser maravilhoso” para a vaga de vice, mas reforçou que a decisão final será do senador. O presidente do PL ainda acredita em uma possível união do campo da direita para tentar vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já no primeiro turno, e opinou que o PSD não deve lançar candidato próprio à Presidência.
— [Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD] tem vários candidatos de qualidade. O Ratinho Jr. é excelente, mas não deve deixar o governo do Paraná. O Caiado é ótimo candidato e tem aprovação em Goiás, mas precisa de mais votos. E o Eduardo Leite não quer ser candidato, está focado em estudos no exterior — avaliou Valdemar.
Expectativa de apoio internacional
Além de defender uma aliança entre candidatos da direita, Valdemar afirmou esperar que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participe do processo eleitoral brasileiro e contribua com a campanha de Flávio. Ele também comentou ter ficado surpreso com a decisão do governo americano de retirar a aplicação da Lei Magnitsky contra um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
— Ele [Trump] falou claramente: “O que está fazendo com o Bolsonaro é o que queria fazer comigo”. Depois mudou. Eu acredito que ele vai ajudar o Flávio, não tenho dúvidas disso. Ele quer um governo de direita aqui — declarou Valdemar. — Você será verão como ele procederá para eleito presidente. Flávio vai aos EUA e buscará apoio de Trump para ajudar o Brasil, porque precisamos criar empregos aqui.
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