Poder e Governo
Haddad anuncia pré-candidatura ao governo de SP ao lado de Lula nesta quinta-feira
Ministro participa de eventos com o presidente em São Paulo e São Bernardo e fará pronunciamento à noite no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), cumpre nesta quinta-feira (19) suas últimas agendas à frente da pasta. À noite, ele deve oficializar sua pré-candidatura ao governo de São Paulo, durante pronunciamento na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Após meses de negociações, Haddad atendeu a um pedido de Lula para disputar o governo paulista. A estratégia visa fortalecer o palanque do PT no estado, mirando a disputa presidencial, além de enfrentar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado como favorito à reeleição segundo as pesquisas.
Pela manhã, Haddad acompanha Lula na edição paulista da Caravana Federativa, iniciativa do governo federal para aproximação com prefeitos, realizada no Expo Center Norte, na capital. No fim da tarde, o ministro participa de homenagem ao ex-presidente uruguaio Pepe Mujica, falecido em maio do ano passado, na Universidade Federal do ABC, com entrega do título de “doutor honoris causa” a familiares.
O anúncio oficial da candidatura ocorre à noite, em coletiva de imprensa no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, berço político do PT. O local foi escolhido por seu simbolismo: foi ali que Lula iniciou sua trajetória como dirigente sindical e organizador de greves. A decisão também busca desvincular o evento das agendas oficiais de governo, evitando questionamentos jurídicos.
Estratégias em SP
O PT tenta repetir em 2026 a disputa de 2022, quando Haddad chegou ao segundo turno contra Tarcísio, obtendo 44,73% dos votos. A avaliação interna é que, com Lula na Presidência e o desempenho de Haddad à frente da Fazenda, as chances de ampliar a votação aumentam.
Levantamento do Datafolha, realizado entre 3 e 5 de março, indica Tarcísio com 52% das intenções de voto e Haddad com 37% em simulação de segundo turno.
Aliados preveem que a eleição paulista terá forte tom nacional, como ocorreu em 2022. Haddad deve explorar políticas federais, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, bandeira de Lula articulada pela Fazenda no Congresso. Por outro lado, Tarcísio deve pautar sua campanha atribuindo ao PT a criação de novos impostos.
No âmbito local, a estratégia inclui aproximação com prefeitos. Petistas acreditam que há espaço para explorar insatisfações de gestores municipais, especialmente sobre transferência de recursos. Haddad deve destacar entregas federais em pequenas cidades, buscando reduzir a rejeição histórica da esquerda no interior paulista.
Haddad e Lula pretendem contrastar com Tarcísio ressaltando investimentos federais em moradias, saúde, infraestrutura viária e creches em municípios de menor porte.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) será peça-chave na campanha, circulando pelo interior, onde tem forte penetração por ter governado o estado por quase 12 anos.
Apesar das apostas, o PT enfrenta desafios: nas eleições municipais de 2024, elegeu apenas quatro prefeitos em todo o estado, sendo Mauá, no ABC, o maior colégio eleitoral. Já a aliança de Tarcísio reúne partidos como PSD (207 prefeitos), PL (104), Republicanos (85), MDB (68), PP (47) e União Brasil (36).
Entre aliados de Tarcísio, a expectativa é de disputa acirrada nos grandes centros urbanos. Segundo o Datafolha, Tarcísio tem vantagem de 19 pontos no interior e de 6 pontos na capital, variações dentro da margem de erro do instituto.
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