Poder e Governo
CPI do Crime Organizado convoca ex-noiva de Vorcaro e rejeita ouvir Valdemar
Pedido de convocação de ACM Neto foi retirado de pauta; comissão ouve ex-diretor do Banco Central e fundador da Esh Capital
A CPI do Crime Organizado do Senado aprovou nesta quarta-feira a convocação da influenciadora e ex-noiva de Daniel Vorcaro, Martha Graeff, e rejeitou, em votação em destaque, o pedido para ouvir o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A sessão foi marcada por divergências sobre o alcance político das investigações.
Martha Graeff passou a ser alvo da CPI após o surgimento de mensagens e anotações apreendidas durante apurações sobre o Banco Master. Ela deverá prestar esclarecimentos sobre interlocuções e registros relacionados ao caso, e também está agendada para depoimento na CPI do INSS na próxima segunda-feira.
O pedido para ouvir Valdemar Costa Neto foi votado separadamente e rejeitado por quatro votos a seis. A solicitação se baseava em declarações do próprio dirigente sobre as ações feitas pelo empresário Fabiano Zettel, preso na Operação Compliance Zero, à campanha de Jair Bolsonaro e ao Partido Liberal nas eleições de 2022. A CPI pretendia esclarecer a origem e o fluxo desses recursos e sua relação com o grupo investigado.
Foram aprovadas ainda as convocações do ex-governador de Mato Grosso Pedro Taques e de pessoas ligadas a empresas que se tornaram foco da investigação, como Prime Aviation e Fração 024. Entre os convocados estão Artur Martins de Figueiredo, João Gustavo Haenel Neto, Flavio Daniel Aguetoni, Thatiane Garcia Silva, Rodolfo Garcia da Costa e Marcus Vinicius da Mata, todos vinculados à estrutura societária dessas companhias e as operações sob suspeita.
Parte dos requisitos inicialmente previstos foi retirada de pauta a pedido dos autores. Ao todo, sete propostas deixadas de serem comprovadas, incluindo a convocação do ex-prefeito de Salvador ACM Neto, solicitada após relatório do Coaf apontou que sua empresa de consultoria recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da REAG Investimentos entre 2023 e 2024. O requisito sobre a ex-assessora da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Giselle dos Santos Carneiro da Silva, também não foi.
Também foram retiradas de pauta a convocação e a quebra de sigilo do advogado Willer Tomaz, além de pedidos de quebra de sigilo envolvendo o ex-ministro Ronaldo Vieira Bento e outros alvos ligados às empresas investigadas.
No âmbito financeiro, os senadores analisam uma série de pedidos de quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático, bem como o envio de informações por parte do Coaf e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Entre os alvos estão Paulo Guedes, Roberto Campos Neto, o ex-ministro João Roma e nomes ligados às empresas investigadas, como Flavio Daniel Aguetoni e Marcus Vinicius da Mata.
Também sob análise dos requisitos envolvidos Letícia Caetano dos Reis, Ahmed Mohamad Oliveira e empresas e fundos como Arleen FIP, Laguz FIDC, Clínica Mais Médicos SA, A&M Consultoria Empresarial, Prime Aviation e Fraction 024.
Um dos pedidos já aprovados determina que a CVM identifique os beneficiários finais de fundos vinculados ao Banco Master e à REAG Investimentos, considerado ponto central pela CPI para mapear quem está por trás das estruturas financeiras utilizadas nas operações investigadas.
Na sequência da sessão, o colegiado realizou a ação de Vladimir Timerman, fundador da gestora Esh Capital, envolvida em operações no mercado financeiro.
O ex-diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, também foi convocado, mas obteve decisão do STF que o desobrigou de comparecer.
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