Poder e Governo

Moraes libera acesso de advogados a Bolsonaro durante internação hospitalar

Defesa alega agravamento do quadro clínico e reforça pedido de prisão domiciliar por questões de saúde

Agência O Globo - 17/03/2026
Moraes libera acesso de advogados a Bolsonaro durante internação hospitalar
- Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (18) que os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro visitaram-no durante sua internação no hospital DF Star. Bolsonaro foi hospitalizado após passar mal na madrugada do último dia 13, quando estava no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, onde cumpre pena.

A decisão atendeu ao pedido de defesa, que solicita autorização para que Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser pudessem ter acesso ao ex-presidente durante o período de internação. Moraes determinou que a visita fosse liberada ainda nesta terça-feira, desde que fossem observadas as regras internas do hospital.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão , em regime inicial fechado, após relatórios por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

No pedido encaminhado ao STF, a defesa argumentou que a internação é resultado do agravamento de um quadro clínico já delicado, classificando a situação como um "fato superveniente de extrema gravidade".

Segundo os advogados, Bolsonaro foi diagnosticado com pneumonia bacteriana após um episódio de broncoaspiração, além de apresentar febre, queda na saturação de oxigênio e hipotensão.

Relatórios médicos anexados à petição apontam que o ex-presidente possui histórico de doenças respiratórias, apneia do sono e outras comorbidades, o que exigia monitoramento contínuo e resposta médica imediata em caso de intercorrências.

A defesa também destacou que o ambiente de custódia não oferece condições para esse tipo de acompanhamento. Conforme relatado, no episódio recente, houve um intervalo de horas entre o início dos sintomas e o atendimento médico, o que teria ampliado os riscos clínicos.

Diante dessa situação, os advogados reiteraram o pedido de prisão domiciliar humanitária , alegando que é necessária uma medida para garantir o tratamento adequado e evitar novos episódios graves.

O pedido de prisão domiciliar, entretanto, ainda não foi analisado por Moraes. A decisão desta terça-feira limitou-se a autorizar o acesso da defesa ao ex-presidente durante a internação.