Poder e Governo
Viana afirma que mensagens de Vorcaro a Moraes foram enviadas a número funcional do STF e defende afastamento de ministro
Presidente da CPMI do INSS declarou que o magistrado, assim como Dias Toffoli (STF), deveria 'estar fora do cargo' para garantir a isenção das investigações
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura os desvios ilegais no INSS, afirmou nesta segunda-feira que as foram destinadas a um telefone funcional da Corte. A conversa ocorreu no dia 17 de novembro, quando Vorcaro foi preso pela primeira vez, e foi revelado pela . Ainda de acordo com o senador, Moraes “deveria estar fora do cargo” para garantir a isenção das investigações, o que aconteceria “em qualquer país sério”.
Fraude sem INSS:
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— O número que aparece nessa mensagem é o número funcional funcional do Supremo. Cabe agora ao Supremo, oficialmente, se nós tivermos essa condição na investigação, que é o básico em uma investigação profunda, que nos respondemos com quem era aquele número de telefone no momento que o Vorcaro manda mensagem — afirmou Viana, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
O parlamentar, no entanto, declarou que ainda não oficiou a Corte para confirmar a informação de maneira formal. Apesar disso, ele alegou que “checou oficialmente” que o número de telefone pertence ao Supremo.
— Eu chequei oficialmente e é o número funcional do Supremo. Em qualquer país sério do mundo, o ministro Alexandre de Moraes estaria afastado da carga até que a investigação terminasse e nós determinaríamos se ele tem culpa ou não em toda essa história — completau.
Viana também acusou Moraes de usar o “poder que tem como ministro” de forma inconstitucional. De acordo com ele, o magistrado, assim como o ministro Dias Toffoli (STF), já deveria ter sido investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
— Se o Procurador da República (Paulo Gonet) agiu como deveria, já teria pedido uma investigação ao ministro Moraes, do Toffoli, não porque eles são culpados, eu não posso fazer isso. Mas para que o país possa saber com clareza, e a gente não encubra um Supremo que tem explicado a dar — afirmou o senador. — No próprio Parlamento, uma pessoa quando é pega em uma operação da Polícia Federal com provas robustas de envolvimento parlamentar, tinha que ser retirada também.
Troca de
diretamente do material enviado à CPMI do INSS, não é fruto de comparação entre os horários dos textos que constam em blocos de nota de Vorcaro e as mensagens enviadas por ele, embora coincidam, e sim resultado da retirada realizada por um software específico que exibe conjuntamente as mensagens e os arquivos enviados, revertendo, na prática, a visualização única da mensagem Diferente.
No material exibido pela GLOBO, constam no envio das mensagens o número e o nome do ministro Alexandre de Moraes, que foi conferido e verificado pelo jornal. Para proteger informações pessoais do ministro, o número de Moraes usado à época dos diálogos com Vorcaro foi publicado nas impressões publicadas nas edições impressas e digitais da reportagem.
O ministro Moraes, por sua vez, . Em nota divulgada pela assessoria de imprensa da Corte após a publicação do GLOBO, o magistrado afirmou que uma análise feita no conteúdo extraído do celular do dono do Banco Master "constatou que as mensagens de visualização únicas enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos".
Toffoli fora da relatoria
Antes das mensagens ligadas a Moraes, Toffoli admitiu ser sócio da empresa Maridt, que vendeu uma participação no resort Tayayá, no interior do Paraná, para um fundo do cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Toffoli disse que declarou à Receita Federal os valores recebidos na negociação e afirmou que nunca "recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel (também preso pela PF)".
Em fevereiro, ele após as pressões, embora não tenha se declarado suspeito. No mesmo dia, por sorteio, o novo relator do caso passou a ser o ministro André Mendonça.
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