Poder e Governo
Defesa de Lulinha admite ao STF que filho do presidente viajou a Portugal com lobista investigado
Informação foi apresentada ao ministro André Mendonça, relator das investigações no Supremo
Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, confirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que realizou uma viagem a Portugal acompanhado do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "careca do INSS" e apontado como figura central em investigações sobre fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo relatos já reunidos no inquérito e pela própria defesa de Lulinha, a viagem teria sido custeada por Antônio Carlos.
A defesa de Lulinha afirma que o deslocamento foi pontual e sem relação com o esquema investigado. Ao jornal O Globo, o advogado Marco Aurélio de Carvalho informou que o episódio já foi comunicado ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF.
— Já levamos ao conhecimento do ministro André Mendonça essa única e exclusiva viagem na companhia de quem, na época, era considerado um empresário de sucesso. Essa viagem, para Portugal, se deu para que ele fosse visitar uma fazenda de canabidiol — afirmou o advogado, que integra a defesa de Lulinha.
Segundo a defesa, a viagem a Portugal teria ocorrido em novembro de 2024, com o objetivo de conhecer uma fábrica de produtos à base de canabidiol. Ainda de acordo com os advogados, não houve vínculos comerciais ou negociações decorrentes da visita. Carvalho destacou que Antunes era um empresário "conhecido no ramo farmacêutico".
O encontro entre os dois teria acontecido durante conversas sobre o mercado de cannabis medicinal. Em uma dessas ocasiões, Antônio Camilo apresentou o projeto comercial "World Cannabis", o que despertou o interesse de Lulinha, especialmente, segundo a defesa, por razões pessoais.
No processo, os advogados afirmam que o empresário demonstrou interesse no tema "especialmente por ter uma sobrinha que faz tratamento para epilepsia e já enfrentou dificuldades com a qualidade e disponibilidade dos medicamentos".
Foi nesse contexto que surgiu o convite para a viagem. Segundo a defesa, Antônio Camilo informou que viajaria a Portugal para conhecer a produção de medicamentos à base de canabidiol e convidou Lulinha a acompanhá-lo, "sem qualquer compromisso".
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