Poder e Governo
Bolsonaro é internado com pneumonia aguda e segue na UTI sob avaliação médica
Ex-presidente recebe tratamento com antibióticos e quadro é considerado grave por equipe médica
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado nesta sexta-feira (dados não informados) no hospital DF Star, em Brasília, apresentando quadro de broncopneumonia aguda. Ele está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para avaliação, segundo boletim divulgado pela instituição.
O médico responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro, Brasil Caiado, classificou o caso como “grave”. "Suspeitamos de esofagite, gastrite e refluxo. Este refluxo, quando aspirado para a respiração, causa uma pneumonia aguda, grave", explicou o especialista.
O hospital informou que o ex-presidente permanecerá internado para dar continuidade ao tratamento e será submetido a reavaliações periódicas pela equipe médica.
De acordo com o boletim, "o hospital DF Star informa que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro deu entrada nesta unidade após apresentar quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Foi submetido a exames de imagem e laboratoriais, que confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral de origem provável aspirativa. No momento, encontra-se internado em terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo".
No relatório anterior ao Supremo Tribunal Federal, uma equipe médica já havia registrado que Bolsonaro chegou ao hospital com “quadro suspeito de broncopneumonia aguda de origem aspirativa provável (recidivada)”.
O ministro Alexandre de Moraes autorizou a permanência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como acompanhante durante o período de internação. Também foi liberada a visita dos filhos: o senador Flávio Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro, além da filha e da enteada.
Após visitar o pai, Flávio Bolsonaro declarou que “o mínimo que ele poderia ter é uma prisão domiciliar humanitária”. O senador relatou ainda: "Conversei rapidamente com os médicos. Disseram que nunca o ventilação dele encheu tanto de líquido que veio da broncoaspiração".
Na decisão, Moraes determinou que a Polícia Militar providenciasse vigilância e segurança da custódia durante a internação, bem como no hospital, mantendo equipes de prontidão e garantindo fiscalização 24 horas por dia, com ao menos dois policiais militares na porta do quarto e demais equipes conforme necessário dentro e fora do hospital. Também foi proibida a entrada de celulares ou outros dispositivos eletrônicos no quarto.
Até então, Bolsonaro estava sob custódia no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. Em nota, a Polícia Militar do DF informou que o ex-presidente deixou a unidade prisional para “atendimento médico”, sem detalhar seu estado de saúde no momento da remoção.
Desde o atentado à faca sofrida durante a campanha eleitoral de 2018, Jair Bolsonaro enfrentou problemas recorrentes de saúde relacionados ao sistema digestivo, tendo passado por diversas cirurgias e internações para tratar complicações decorrentes do episódio.
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