Poder e Governo
Lula impede entrada de assessor de Trump em resposta a restrição dos EUA a Padilha
Presidente condiciona visita de aliado de Trump à liberação de vistos para ministro da Saúde e família; episódio envolve críticas a Bolsonaro e defesa do SUS.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (7) que proibiu a entrada no Brasil de Darren Beattie, assessor do ex-presidente dos EUA Donald Trump, enquanto não forem liberados os vistos para Alexandre Padilha, ministro da Saúde, e sua família. A declaração foi feita durante evento no Hospital do Andaraí, no Rio de Janeiro, onde Lula também elogiou o sistema público de saúde brasileiro e criticou Jair Bolsonaro, a quem chamou de "mentiroso".
Lula referiu-se a Beattie como "aquele cara americano que disse que vinha para cá para visitar o Jair Bolsonaro". Segundo o presidente, a restrição é uma resposta ao bloqueio dos vistos do ministro da Saúde, de sua esposa e da filha de 10 anos.
— Eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que está bloqueado. Bloquearam o visto do Padilha, o visto da mulher dele e o visto da filha dele, de 10 anos — afirmou Lula.
Padilha desistiu, em setembro do ano passado, de viajar a Nova York devido às restrições impostas pelo governo americano. Embora tenha recebido o visto, sua circulação ficou limitada a uma área de até cinco quarteirões do local de hospedagem, podendo transitar apenas entre o hotel, a sede da ONU e representações do Brasil. O ministro havia solicitado a renovação do visto em agosto de 2023, após o documento vencer em 2024.
Darren Beattie, crítico das gestões Lula e Alexandre de Moraes, tinha agenda prevista com Flávio Bolsonaro durante sua possível visita ao Brasil.
No evento, Lula elogiou o programa Mais Especialidade, prioridade de sua gestão, e destacou a importância de acelerar o início de tratamentos especializados no SUS. Ao citar o protocolo de início de tratamento contra câncer em até 60 dias na rede pública, Lula provocou Trump:
— Quero saber se Trump pode dizer para o povo americano o que posso dizer a vocês.
Lula também fez referências às eleições de outubro, criticando a gestão de Jair Bolsonaro e os problemas existentes na rede federal de hospitais do Rio de Janeiro. Chamou o ex-presidente de "blefador, mentiroso e agressor".
— Não dá pra deixar o povo em segundo plano. Isso aqui vai funcionar, espero que tenhamos aprendido a lição — declarou Lula, em referência à disputa eleitoral. — Vamos decidir daqui para frente se queremos um país das fake news, das agressões, ou da decência, dignidade, caráter, moral e prestação de serviços ao povo.
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