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Coaf é notificado pela CPI do INSS para entregar dados fiscais de Lulinha em cinco dias úteis

Informações foram requisitadas após aprovação de requerimento, apesar de questionamentos sobre validade da votação

Agência O Globo - 27/02/2026
Coaf é notificado pela CPI do INSS para entregar dados fiscais de Lulinha em cinco dias úteis
Coaf é notificado pela CPI do INSS para entregar dados fiscais de Lulinha em cinco dias úteis - Foto: Reprodução

A CPI do INSS notificou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para que envie, em até cinco dias úteis, o Relatório de Inteligência Financeira (RIF) referente a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O pedido foi encaminhado após a aprovação, pela comissão, de 87 requerimentos, incluindo a quebra de sigilo fiscal do empresário.

A solicitação ao Coaf ocorreu mesmo diante de questionamentos de parlamentares da base governista sobre a regularidade da votação. O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), já encaminhou os requerimentos aprovados às autoridades competentes e afirmou que não aguardará uma eventual decisão da presidência do Senado para dar prosseguimento às medidas.

Ao mesmo tempo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), determinou que a Polícia Legislativa, a Secretaria-Geral da Mesa e a Advocacia da Casa analisem imagens da sessão, registros oficiais e o regimento interno antes de decidir se mantém ou anula a deliberação da comissão. Parlamentares governistas se reuniram com Alcolumbre e solicitaram a invalidação da votação, alegando erro na contagem dos votos durante a sessão.

Segundo relatos de participantes da reunião, Alcolumbre orientou que todas as alegações fossem formalizadas por escrito, com anexos de fotos, vídeos e demais documentos. O pedido foi protocolado ao final do dia, acompanhado dos materiais comprobatórios. A presidência do Senado informou que o material será submetido à análise técnica dos setores responsáveis pela aplicação das normas internas e pela segurança institucional da Casa. Não há prazo definido para a decisão.

A controvérsia teve início quando a CPI decidiu votar em bloco os 87 itens da pauta. Na primeira votação, de caráter nominal, foram registrados 18 votos favoráveis e 12 contrários. Em seguida, houve uma deliberação simbólica. Parlamentares governistas afirmam que 14 integrantes se manifestaram contra o pacote e sustentam que o resultado deveria ter sido diferente, considerando o número de presentes naquele momento.

O senador Carlos Viana defende que o quórum válido foi o da primeira votação, com 31 parlamentares registrados, e que, nesse contexto, não houve maioria suficiente para rejeitar os requerimentos. Ele declarou que os atos já foram praticados e que a tramitação dos pedidos segue normalmente.