Poder e Governo
Gabriel Azevedo divulga mensagem de Pacheco negando candidatura ao governo de Minas
Senador é apontado como favorito de Lula para a disputa, mas ainda não definiu qual papel terá nas eleições estaduais
O ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo (MDB), divulgou em suas redes sociais uma mensagem de WhatsApp atribuída ao senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), na qual o parlamentar nega ter comentado sobre uma possível candidatura ao governo mineiro pelo MDB. Considerado o nome preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Pacheco deve deixar o PSD em breve e avalia migrar para o União Brasil ou para o MDB.
A troca de mensagens ocorreu após especulações de que o senador teria se reunido com Lula e confirmado a intenção de disputar o governo já como emedebista. "Amigo, nenhuma declaração dei sobre candidatura, tampouco sobre o MDB", diz a mensagem enviada por Pacheco, que também afirma ter comunicado o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP), e o deputado estadual Newton Cardoso Júnior, líder do diretório estadual do partido em Minas. Na sequência, Gabriel Azevedo telefonou para o senador e ambos conversaram por cerca de sete minutos.
Ao compartilhar a mensagem, Azevedo afirmou que Pacheco "pediu" que a informação fosse divulgada. Na publicação, o ex-vereador também informou que cumpriria agenda de sua pré-candidatura em Viçosa (MG), onde receberia apoio do prefeito Ângelo Chequer (União-MG).
Nas próximas semanas, a saída de Pacheco do PSD é dada como certa. A permanência do senador na legenda tornou-se "insustentável" desde o ano passado, após a filiação do vice-governador Mateus Simões (PSD), lançado como pré-candidato ao governo. Escolhido como sucessor do governador Romeu Zema (Novo), Simões tenta atrair o apoio do PL, que resiste à composição. Anotações de Jair Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, divulgadas nesta semana, indicam que Simões seria um nome que "puxa para baixo" as pretensões do núcleo bolsonarista.
Paralelamente, Pacheco avalia migrar para o União Brasil, em articulação conduzida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que promoveu mudanças no comando do diretório estadual para beneficiar o deputado federal Rodrigo de Castro (União-MG), aliado do senador. Outra possibilidade é o MDB, que já conta com Gabriel Azevedo como pré-candidato. Internamente, a chegada de Pacheco é vista como positiva para fortalecer as chapas proporcionais para Câmara e Senado. A decisão final dependerá das alianças nacionais de cada partido.
Pacheco segue como o favorito de Lula para a disputa ao governo de Minas, mas, segundo interlocutores, ainda não definiu qual papel desempenhará nas eleições deste ano. Como alternativa, o partido cogita apoiar o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), ou outros nomes indicados pelo PT.
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