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Alcolumbre pede análise técnica sobre votação da CPI do INSS antes de decidir sobre quebra de sigilo de Lulinha

Presidente do Senado aguarda parecer jurídico e análise de imagens e documentos antes de decidir sobre possível anulação da deliberação

Agência O Globo - 27/02/2026
Alcolumbre pede análise técnica sobre votação da CPI do INSS antes de decidir sobre quebra de sigilo de Lulinha
Alcolumbre pede análise técnica sobre votação da CPI do INSS antes de decidir sobre quebra de sigilo de Lulinha - Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), solicitou à Polícia Legislativa, à Secretaria-Geral da Mesa e à Advocacia do Senado a elaboração de relatórios técnicos baseados em imagens, registros oficiais e no regimento interno. Essa análise antecede a decisão sobre manter ou anular a votação da CPI do INSS que aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

Após a sessão, parlamentares governistas reuniram-se com Alcolumbre para pedir a invalidação da deliberação, alegando erro na contagem dos votos. Segundo relatos, o presidente do Senado orientou que todas as alegações fossem formalizadas por escrito, acompanhadas de fotos, vídeos e outros documentos que comprovem possíveis irregularidades.

O pedido foi protocolado ao fim do dia, contendo aproximadamente 12 páginas de anexos. A presidência informou que o material será analisado com apoio técnico das áreas responsáveis pelo cumprimento do regimento e pela segurança institucional do Senado. Não há prazo definido para a decisão.

De acordo com aliados, Alcolumbre não se posicionou imediatamente sobre o caso. Ele ouviu representantes da base e da oposição, reforçando que as comissões têm autonomia para deliberar, mas que cabe recurso à presidência em caso de questionamento formal sobre procedimentos. A avaliação será feita com base nos registros oficiais da sessão e na interpretação técnica das normas internas.

A controvérsia na CPI do INSS teve início quando, por articulação de governistas, a comissão decidiu votar em bloco 87 requerimentos, incluindo o pedido de quebra de sigilo de Lulinha. Na primeira votação, nominal, houve 18 votos favoráveis e 12 contrários. Em seguida, o presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), realizou nova deliberação de forma simbólica.

A divergência surgiu na contagem do quórum. Parlamentares da base argumentam que 14 integrantes se manifestaram contra o pacote, o que, segundo eles, seria suficiente para barrar a aprovação, considerando o número de presentes naquele momento. Viana, por sua vez, defende que o quórum válido era o da votação anterior, com 31 parlamentares registrados, e que, nesse cenário, não houve maioria para rejeitar os requerimentos.

Diante do impasse, governistas recorreram à presidência do Senado e solicitaram a anulação da deliberação, alegando irregularidade regimental. A oposição, por outro lado, sustenta que o procedimento seguiu as normas internas e que os pedidos já foram encaminhados às autoridades competentes. Agora, caberá a Davi Alcolumbre analisar os registros da sessão e os pareceres técnicos para decidir se mantém ou invalida o resultado.