Poder e Governo
CFM afirma ao STF que não buscou intervir em pena de Bolsonaro
Presidente do Conselho nega ingerência e diz que não exerceu competência correicional sobre a Polícia Federal
O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não teve intenção de "intervir na execução da pena" do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nem de "exercer qualquer competência correicional em relação à Polícia Federal".
A manifestação foi enviada por determinação do ministro Alexandre de Moraes, que também determinou a abertura de investigação para apurar o atendimento médico prestado a Bolsonaro, após ele sofrer uma queda em sua cela e bater a cabeça.
Moraes ainda ordenou que Gallo preste depoimento à Polícia Federal (PF). Na petição enviada nesta sexta-feira, o presidente do CFM argumenta que não há "justa causa para oitiva".
Gallo explica que o Conselho abriu o procedimento após receber quatro denúncias iniciais, sem fazer "qualquer juízo antecipado sobre os fatos". Segundo ele, posteriormente, o número de queixas subiu para 40.
"O Conselho Federal de Medicina jamais pretendeu exercer qualquer competência correicional em relação à Polícia Federal, inexistindo, por conseguinte, qualquer intenção de intervir na execução da pena ou de promover ingerência em atribuições constitucionalmente conferidas a outros órgãos do Estado", afirma o texto encaminhado ao STF.
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