Poder e Governo
Bolsonaro é levado a hospital em Brasília para exames após queda na prisão da PF
Ex-presidente passou por tomografia e ressonância após acidente durante a madrugada
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi encaminhado nesta quarta-feira ao hospital DF Star, em Brasília, para realizar exames médicos após sofrer uma queda dentro da Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena. A autorização para a ida ao hospital foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após solicitação da defesa e apresentação de laudos médicos.
Entre os exames realizados, estão tomografia computadorizada, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma, que avalia a atividade elétrica cerebral. Moraes determinou que o transporte e a segurança de Bolsonaro fossem feitos pela Polícia Federal, de maneira discreta, com desembarque pela garagem do hospital.
A defesa do ex-presidente solicitou o encaminhamento ao hospital ainda na terça-feira, após Bolsonaro passar mal durante a madrugada, sofrer uma queda e bater a cabeça. Inicialmente, Moraes avaliou que não havia “necessidade de remoção imediata”, condicionando a autorização à apresentação de relatório médico da PF e à especificação dos exames necessários.
O laudo da Polícia Federal apontou que Bolsonaro apresentava uma “lesão superficial cortante” no rosto e no pé esquerdo, mas estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico. O documento destacou ainda que o ex-presidente mantinha motricidade e sensibilidade preservadas nos membros, apresentando apenas leve desequilíbrio ao ficar em pé.
Apesar do laudo da corporação, a equipe médica de Bolsonaro considerou necessários exames complementares. O cirurgião Cláudio Birolini afirmou que quedas com traumatismo são motivo de preocupação diante do quadro clínico do ex-presidente, risco que já havia sido previamente alertado. O cardiologista Brasil Ramos Caiado também participou da avaliação antes do deslocamento ao hospital.
A queda foi divulgada inicialmente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que relatou que o ex-presidente teve uma crise de soluços enquanto dormia, perdeu o equilíbrio e bateu a cabeça em um móvel. Desde o retorno à custódia da Polícia Federal, em 1º de janeiro, aliados relatavam evolução clínica positiva, embora pessoas próximas afirmem que Bolsonaro se queixava de dificuldades para dormir.
Bolsonaro está preso desde o fim de novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, cumprindo pena de 27 anos e três meses, imposta pelo STF por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.
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