Poder e Governo

Prestes a deixar o cargo, Zema amplia benefício de proteção policial a ex-governadores

Decreto estende para dois anos o prazo de segurança a ex-governadores e inclui proteção à integridade moral e institucional das autoridades

Agência O Globo - 07/01/2026
Prestes a deixar o cargo, Zema amplia benefício de proteção policial a ex-governadores
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) - Foto: Reprodução / Instagram

Perto de renunciar ao cargo para disputar a eleição presidencial, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ampliou os benefícios de segurança concedidos a ex-governadores ao término do mandato. A medida, publicada no Diário Oficial no último dia 30, aumenta o tempo de proteção policial e estende o benefício a familiares e pessoas próximas, desde que haja justificativa de interesse público.

Reestruturação do Gabinete Militar

O decreto reorganiza o Gabinete Militar do Governador, responsável pela segurança das autoridades estaduais. Agora, além da proteção física, as equipes passam a garantir também a "integridade moral e institucional" dos protegidos, visando assegurar o exercício das funções constitucionais, a estabilidade política, a continuidade administrativa e a ordem pública.

Ampliação do prazo de proteção

O novo texto amplia o período de proteção para ex-governadores, que passa de um para dois anos após o término do mandato, com possibilidade de prorrogação por igual período, mediante autorização do governador em exercício e respeitando o limite do fim do mandato subsequente.

Detalhes da equipe de segurança

A atualização detalha a composição das equipes: três policiais militares por turno, sendo um oficial (até o posto de major) e duas praças, com escala de revezamento. A coordenação segue sob responsabilidade da Superintendência de Segurança e Inteligência do Gabinete Militar do Governador. Até o momento, o governo de Minas não se pronunciou sobre os impactos das mudanças.

Cenário político

A reestruturação ocorre quatro meses antes do prazo de desincompatibilização exigido pela Justiça Eleitoral, que Zema deve cumprir para concorrer à Presidência. Com a renúncia, o vice Matheus Simões, recém-filiado ao PSD e pré-candidato ao governo estadual, assume o comando do Palácio da Liberdade.

Zema mantém sua pré-candidatura nacional, mesmo após o lançamento do nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como possível sucessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso e inelegível. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), também se coloca como pré-candidato, mas enfrenta resistência dentro da federação União-PP, que prefere a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), embora ele sinalize intenção de disputar a reeleição estadual.