Poder e Governo

Sondada pelo PT, Marina Silva descarta disputar Câmara; candidatura ao Senado por SP depende de Haddad

Interlocutores apontam que ida da ministra às urnas também depende de uma 'redefinição partidária'

Agência O Globo - 07/01/2026
Sondada pelo PT, Marina Silva descarta disputar Câmara; candidatura ao Senado por SP depende de Haddad
A ministra Marina Silva - Foto: Reprodução

Eleita deputada federal em 2022, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, descarta disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições deste ano. A ambientalista admite apenas a possibilidade de concorrer ao Senado por São Paulo, cenário que dependeria do rumo político do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo apuração, é considerado “pouco provável” que Marina se lance candidata caso Haddad também dispute uma vaga no Legislativo.

O plano de Haddad é colaborar com a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, o próprio presidente já sinalizou outras possibilidades. O PT pressiona para que Haddad concorra ao governo estadual ou ao Senado.

De acordo com interlocutores ouvidos, ainda não há definição sobre o futuro político de Marina nas eleições. A ministra mantém proximidade com Haddad no governo, especialmente na condução de projetos de transição ecológica liderados pela pasta da Fazenda.

Caso opte por disputar o pleito, Marina deverá deixar o Ministério do Meio Ambiente até abril. A tendência é que o secretário-executivo, João Paulo Capobianco, assuma o comando da pasta, embora a decisão ainda não tenha sido discutida com o presidente Lula.

Marina afirma a aliados que uma eventual candidatura só ocorrerá caso sejam respeitados três requisitos: apoio à reeleição de Lula, construção coletiva e fortalecimento de uma frente ampla, especialmente em São Paulo, e o fortalecimento da agenda ambiental.

A ministra dificilmente disputaria pelo Rede Solidariedade, já que mudanças estruturais no partido tornaram sua saída “inevitável”, segundo aliados. Marina é sondada por siglas como PT, PSB e PSOL.

Interlocutores reforçam que a definição sobre uma candidatura ao Senado também depende de uma “redefinição partidária”.