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Defesa de Filipe Martins diz ao STF que último acesso ao LinkedIn foi em 2024

Advogados do ex-assessor presidencial tentam revogar prisão, alegando que uso da rede social ocorreu antes da proibição

Agência O Globo - 06/01/2026
Defesa de Filipe Martins diz ao STF que último acesso ao LinkedIn foi em 2024
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A defesa do ex-assessor presidencial Filipe Martins informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o último acesso à conta do LinkedIn do cliente ocorreu em setembro de 2024. Os advogados solicitaram a revogação da prisão preventiva de Martins, que foi determinada sob a justificativa de uso de rede social.

Inicialmente, a defesa havia admitido ao STF que acessou o LinkedIn de Martins, mas não especificou a data. Agora, afirma que o acesso foi realizado em 2024 por um advogado contratado para atuar em processos do ex-assessor nos Estados Unidos.

O ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão de Martins por considerar que ele descumpriu a proibição de usar redes sociais, mesmo por meio de terceiros. Essa restrição foi imposta em 26 de dezembro, quando Moraes determinou a prisão domiciliar do ex-assessor.

Os advogados alegam agora que não houve descumprimento da medida cautelar, já que o acesso ocorreu antes da restrição. "Não houve acesso ao LinkedIn após a cautelar de 26/12/2025, como Vossa Excelência aduziu no decreto prisional, simplesmente porque o último acesso comprovado em logs da própria Microsoft é de 13/09/2024, mais de um ano antes", declararam.

Na semana passada, após questionamento do ministro Alexandre de Moraes, a defesa informou ser responsável pelas redes sociais do ex-assessor desde que ele foi preso, em fevereiro de 2024, e afirmou usar as contas, incluindo a do LinkedIn, para reunir elementos que possam ser úteis à estratégia jurídica de Martins.

"O réu não fez postagem alguma no LinkedIn e a defesa apenas o utiliza para justamente verificar questões relacionadas à trajetória profissional do réu (que tem sido discutida no âmbito dos fatos investigados), contatos de eventuais testemunhas e no interesse da ampla defesa", argumentaram os advogados.

Para Moraes, no entanto, "a própria defesa reconhece a utilização da rede social", o que caracterizaria descumprimento da medida cautelar.

"Efetivamente, não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que a própria defesa reconhece a utilização da rede social, não havendo qualquer pertinência da alegação defensiva no sentido de que as redes sociais foram utilizadas para 'preservar, organizar e auditar elementos informativos pretéritos relevantes ao exercício da ampla defesa'", afirmou o ministro.

Filipe Martins foi condenado pelo STF, em dezembro, a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele ainda não começou a cumprir a pena, pois há recursos pendentes.