Cidades

Nutricionistas garantem alimentação saudável a mais de 60 mil estudantes

Por dia, quase 120 mil refeições são servidas aos alunos das escolas públicas de Maceió

31/08/2025
Nutricionistas garantem alimentação saudável a mais de 60 mil estudantes
Os cardápios da rede municipal seguem rigorosamente as orientações do PNAE e de dois Guias / - Foto: Carol Cordeiro/Ascom Semed

Neste domingo(31), Dia do Nutricionista, a Secretaria Municipal de Educação(Semed) de Maceió destaca o papel essencial desses profissionais no cuidado diário com a alimentação escolar. Na capital, 20 nutricionistas acompanham de perto o Programa Nacional de Alimentação Escolar(PNAE) e garantem refeições de qualidade em 158 unidades de ensino, sendo 67 Centros Municipais de Educação Infantil(CMEIs) e 91 escolas.

O alcance do trabalho é expressivo: por dia, são servidas 119.405 refeições, atendendo aos mais de 60 mil estudantes da rede municipal, da educação infantil, ensino fundamental e Ejai(Educação de Jovens, Adultos e Idosos).

Para a coordenadora de Nutrição da Semed, Ana Denise Gouvêa, os números mostram a dimensão da responsabilidade. “É fundamental a presença do nutricionista na rede pública, pois ele garante a segurança alimentar, previne doenças e promove hábitos saudáveis em toda a comunidade escolar”, afirma.

O impacto da nutrição escolar vai além da refeição servida diariamente. Segundo Ana Denise, a alimentação adequada está diretamente ligada ao desenvolvimento físico e intelectual das crianças. “Com cardápios nutritivos e seguros, prevenimos doenças como obesidade e desnutrição, além de favorecer o aprendizado e a concentração. Uma criança bem alimentada consegue se desenvolver melhor na escola e na vida”, explica.

A coordenadora reforça que o trabalho não se restringe às crianças. Os nutricionistas atuam junto a gestores, professores e famílias, criando uma rede de conscientização. “Promovemos ações de Educação Alimentar e Nutricional(EAN) que envolvem toda a comunidade escolar. Só em 2024, realizamos 78 ações, sendo 41 em escolas de educação infantil. Não desperdiçamos nenhuma oportunidade, até em eventos como a feira de Agricultura Familiar da Semed levamos essa mensagem”, destaca.

Cardápios e adaptações

Os cardápios da rede municipal seguem rigorosamente as orientações do PNAE, do Guia Alimentar para a População Brasileira e do Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos, que prezam por variedade, equilíbrio e respeito à cultura alimentar. Essa base garante segurança nutricional e qualidade das refeições.

Ana Denise/Foto: Arquivo pessoal
Ana Denise/Foto: Arquivo pessoal

Além disso, há uma atenção especial aos alunos diagnosticados com necessidades alimentares específicas. “Utilizamos os dados da ficha de matrícula e um formulário elaborado para identificar necessidades individuais, como alergias, intolerâncias, doenças crônicas e outras. Dessa forma, conseguimos adaptar os cardápios e garantir equidade, como exige o PNAE”, explica Ana Denise.

Apesar dos avanços, a coordenadora reconhece que ainda existem desafios a enfrentar, principalmente na logística de acompanhamento: “Para melhorar a supervisão do seguimento dos cardápios estamos caminhando com as recentes contratações de nutricionistas”.

Impacto social e valorização

Garantir refeições diárias nas escolas tem reflexos diretos na vida das famílias, sobretudo as mais vulneráveis. Além de contribuir para a saúde das crianças, a alimentação escolar reduz gastos no orçamento doméstico e promove inclusão social.

“Oferecemos dignidade às nossas crianças e tranquilidade às famílias, ao mesmo tempo em que incentivamos escolhas alimentares mais saudáveis e conscientes”, reforça a coordenadora.

No Dia do Nutricionista, Ana Denise lembra que a profissão é imprescindível para a sociedade. “O nutricionista previne doenças, educa e orienta sobre escolhas alimentares adequadas em todas as etapas da vida. Apenas ele pode prescrever uma alimentação adequada e saudável de forma segura, garantindo qualidade de vida e bem-estar. Na escola, nossa atuação influencia não só o presente, mas também as futuras escolhas alimentares dessas crianças”, conclui.