Internacional
Senador americano sugere que México deve aceitar ajuda dos EUA no combate ao narcotráfico

O senador republicano Ted Cruz, dos EUA, afirmou que o governo liderado pela presidente mexicana Claudia Sheinbaum deve abrir as portas para Washington para a execução de tarefas relacionadas à segurança, especialmente para combater grupos criminosos.
"O México deve aceitar nossa oferta como amigos. Entendo a paixão do governo mexicano e que [o país latino-americano] está compreensivelmente preocupado com sua soberania", afirmou em entrevista coletiva.
Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores mexicano afirmou que questões relacionadas à segurança nacional são de responsabilidade das autoridades locais.
"Nossa Constituição e leis estabelecem claramente que as funções de segurança dentro do território de nosso país correspondem exclusivamente às autoridades mexicanas", afirmou em um comunicado.
No comunicado, o Ministério das Relações Exteriores enfatizou a existência de cooperação bilateral, que deve ocorrer "sob os princípios de responsabilidade compartilhada, confiança mútua, pleno respeito à nossa soberania e território, e cooperação sem subordinação".
Presença dos EUA na América Latina
Nos últimos meses, Washington tem demonstrado um interesse crescente na América Latina, alegando preocupações com a atuação de organizações criminosas. Recentemente, os EUA enviaram sete navios militares às proximidades da costa da Venezuela, acusando o governo local de participação em tráfico de drogas e vínculos com cartéis.
O professor e pesquisador da Faculdade de Filosofia e História da Universidade de Havana Pavel Alemán reconheceu, em entrevista à Sputnik, que as águas do mar do Caribe têm sido utilizadas, nos últimos anos, para atividades de tráfico ilegal de armas, pessoas e drogas e lavagem de dinheiro. Mas pontuou que, em um passado recente, os Estados Unidos utilizaram pretextos como o narcotráfico ou a suposta posse de armas de destruição em massa para lançar operações militares punitivas contra Estados soberanos, com o propósito de provocar mudanças de governo e eliminar adversários.
Segundo o professor titular do Centro de Estudos Hemisféricos e sobre os Estados Unidos da Universidade de Havana e doutor em ciências históricas Ernesto Domínguez, embora o tráfico de drogas exista na região, um dos fatores-chave é o papel desempenhado justamente pelos EUA como principal mercado consumidor.
Ele afirmou que a atual incursão representa a continuidade de uma longa trajetória e está alinhada com o discurso da administração norte-americana sobre a América Latina. Além da intenção declarada de retomar o controle do Canal do Panamá, por exemplo, também já foi cogitado o uso da força contra o México, sob o pretexto de combate aos cartéis de drogas.
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