Internacional
Decisão dos EUA de vetar palestinos na Assembleia Geral da ONU mina esforços de paz, diz comitê

Turquia, que participa do comitê, classifica a decisão dos EUA injusta e prejudicial à diplomacia, e apela a Washington para reverter a medida.
O Comitê Ministerial Árabe-Islâmico sobre Gaza lamentou a decisão do Departamento de Estado dos EUA de negar vistos à delegação palestina para participar da Assembleia Geral da ONU, que tem abertura prevista para o dia 9 de setembro. Segundo o comitê, a medida do governo norte-americano ameaça colapsar os esforços pela paz na Palestina.
Anteriormente, Washington anunciou a decisão de revogar ou negar vistos a representantes palestinos antes do início da sessão da Assembleia Geral da ONU. A Turquia, que participa do comitê, considerou a medida injusta e prejudicial à diplomacia.
"O Comitê apela ao governo dos EUA para reconsiderar e reverter a decisão, enfatizando a importância de cumprir seus compromissos sob o Acordo de Sede da ONU, garantindo condições para diálogo e diplomacia e reconhecendo a posição positiva da Autoridade Nacional Palestina e seu compromisso com a paz", disse o Ministério das Relações Exteriores turco em comunicado.
O documento também enfatiza a necessidade de apoio internacional à Autoridade Nacional Palestina e seu chefe, Mahmoud Abbas.
"É necessário promover a implementação da agenda de reformas do governo e dos compromissos reafirmados aos líderes mundiais em apoio à paz e no combate à violência, ao extremismo e ao terrorismo. O enfraquecimento da Autoridade Palestina prejudicará os esforços de paz em meio à escalada, ao aumento da violência e à continuidade do conflito", afirma o comunicado.
Anteriormente, a agência WAFA relatou que a Palestina exigiu que os EUA revisassem as restrições de visto, afirmando que elas contradizem o direito internacional e o acordo da sede da ONU, que impõe aos EUA o dever de conceder vistos a todos os representantes convidados para sessões da ONU, independentemente das relações diplomáticas com seus governos.
O Estado da Palestina foi reconhecido por 147 países, incluindo a Rússia. Em 2024, os EUA vetaram a candidatura da Palestina à adesão plena à ONU. Desde 2024, o Estado da Palestina foi reconhecido por mais dez países, incluindo Irlanda, Noruega, Espanha e Armênia.
A Rússia afirmou repetidamente que uma solução para o conflito palestino-israelense só é possível com base em decisões do Conselho de Segurança da ONU e pressupõe a criação de um Estado palestino dentro das fronteiras de 1967, com capital em Jerusalém Oriental.
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