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STF inicia nesta terça julgamento de Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de 2022
Ex-presidente e outros sete réus respondem por cinco crimes; PGR afirma que trama foi detalhada em documentos, vídeos e mensagens
O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (2) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete acusados pela tentativa de golpe de Estado em 2022. A análise do caso será conduzida pela Primeira Turma da Corte, em um processo que reúne um vasto acervo de provas colhidas ao longo das investigações.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), a organização criminosa responsável pela trama deixou registrado em detalhes praticamente todas as suas ações, por meio de gravações, manuscritos, planilhas, arquivos digitais e mensagens eletrônicas. O procurador-geral Paulo Gonet sustenta que há evidências robustas da materialidade dos crimes, incluindo discursos públicos, minutas apreendidas e atas de reuniões que revelam o planejamento para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
Além de Bolsonaro, também são réus Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Todos respondem por tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Entre as provas apresentadas estão a live de Bolsonaro contra as urnas eletrônicas em 2021, a reunião com embaixadores no ano seguinte, documentos encontrados no Palácio do Planalto como o “plano Punhal Verde Amarelo” e a operação “Copa 2022”, além de registros das convocações feitas ao Alto Comando do Exército. A PGR ainda relaciona o caso à destruição das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, episódio que marcou a escalada da ofensiva contra as instituições.
Segundo Gonet, as provas demonstram que os acusados buscaram desacreditar o sistema eleitoral, mobilizar indevidamente forças de segurança e incitar violência contra o Judiciário, configurando crimes contra a ordem democrática. Para a acusação, a tentativa de golpe não foi um ato isolado, mas sim fruto de uma organização criminosa estruturada, hierárquica e com um objetivo comum: instaurar um regime autoritário à margem da Constituição.
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