Internacional
Israel vai reduzir entrada de ajuda humanitária no norte de Gaza, diz fonte do governo

O Exército de Israel, em breve, irá interromper ou desacelerar a ajuda humanitária para regiões do norte de Gaza, à medida que expande sua ofensiva militar contra o grupo terrorista Hamas, disse uma fonte do governo neste sábado, 30, um dia após a cidade de Gaza ser declarada uma zona de combate.
A decisão provavelmente trará mais críticas internacionais ao governo de Israel à medida que a frustração aumenta no país e no exterior sobre as condições tanto para os civis palestinos quanto para os reféns remanescentes em Gaza, após quase 23 meses de guerra.
Um oficial, que falou sob condição de anonimato, informou à Associated Press (AP) que Israel vai parar as entregas aéreas de ajuda humanitária sobre a cidade de Gaza nos próximos dias e reduzir o número de caminhões chegando ao norte do território, enquanto se prepara para retirar centenas de milhares de pessoas para o sul.
Israel encerrou na sexta-feira, 29, as pausas diurnas recentemente impostas nos combates para permitir a entrega de ajuda, descrevendo a cidade de Gaza como um reduto do Hamas e alegando que uma rede de túneis ainda está em uso, apesar de incursões em grande escala já feitas na área.
Segundo a ONU, as medidas recentes ficaram muito aquém dos 600 caminhões de ajuda necessários diariamente em Gaza.
Alerta da Cruz Vermelha
"Uma retirada desse tipo provocaria um enorme movimento populacional que nenhuma área na Faixa de Gaza poderia absorver, dado a ampla destruição da infraestrutura civil e a extrema escassez de alimentos, água, abrigo e cuidados médicos", disse Mirjana Spoljaric, presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, em um comunicado no sábado, 30.
É impossível que uma evacuação em massa da cidade de Gaza possa ser feita de uma maneira segura e digna, acrescentou.
Centenas de residentes começaram a deixar a cidade de Gaza, colocando seus poucos pertences restantes em caminhonetes ou carroças puxadas por burros. Muitos foram forçados a deixar suas casas mais de uma vez.
Neste sábado, disparos israelenses mataram quatro pessoas que tentavam obter ajuda na região central de Gaza, segundo autoridades de saúde do Hospital Al-Awda, para onde os corpos foram levados.
O ministério da saúde de Gaza disse que 15 pessoas foram mortas e pelo menos 206 outras ficaram feridas enquanto buscavam ajuda nas últimas 24 horas.
O órgão acrescentou que 10 pessoas morreram em consequência de fome e desnutrição nas últimas 24 horas, incluindo três crianças. Informou que, pelo menos, 332 palestinos agora morreram de causas relacionadas à desnutrição durante a guerra, incluindo 124 crianças.
Pelo menos 63.371 palestinos morreram em Gaza durante a guerra, informou o ministério. Não há especificações sobre quantos dos mortos são combatentes ou civis, mas cerca de metade foram mulheres e crianças.
O ministério faz parte do governo administrado pelo Hamas e é composto por profissionais da área médica. A ONU e especialistas independentes consideram o ministério da saúde a fonte mais confiável sobre as baixas da guerra. Israel contesta números, mas não fornece dados, nem permite a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza.
*Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado pela equipe editorial do Estadão. Saiba mais em nossa Política de IA.
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