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Acervo pessoal da rainha do punk Vivienne Westwood vai a leilão beneficente
Renda será destinada a instituições que eram apoiadas por ela, como Greenpeace, Anistia Internacional e Médicos Sem Fronteiras

O guarda-roupa pessoal da estilista britânica Vivienne Westwood, que morreu em 2022 aos 81 anos, será leiloado a partir desta sexta-feira (14) até 28 de junho, em benefício de organizações de caridade apreciadas pela falecida "rainha do punk". O leilão será realizado pela Christie's com mais de 250 trajes e acessórios, a maioria apresentada nas passarelas antes de vestir sua criadora.
A coleção é composta por algumas de suas peças mais icônicas, entre corpetes, vestidos, sapatos de salto agulha e camisetas políticas. Além das vendas online, haverá uma grande evento presencial em uma sala londrina em 25 de junho.
Cartas para o Greenpeace
Entre os artigos que serão leiloados estão baralhos criados para chamar a atenção para temas como o aquecimento global, desigualdade social e direitos humanos. Dez destas cartas foram ampliadas e assinadas pela estilista para arrecadar fundos para o Greenpeace.
A arrecadação do leilão também será destinada a associações como Anistia Internacional, Médicos Sem Fronteiras e a fundação da estilista, que trabalha com ONGs para "criar uma sociedade melhor e conter a mudança climática". O viúvo da estilista, Andreas Kronthaler, de 58 anos, envolveu-se intensamente na seleção.
Vivienne Westwood "queria que seu guarda-roupa pessoal fosse leiloado em benefício de organizações importantes para ela", explica à AFP a coordenadora do catálogo e da venda, Clementine Swallow. "Estas são as peças que ela teria escolhido, entre as milhares de coisas que desenhou durante 40 anos. São consideradas a quintessência de suas criações", explica Swallow.
Também serão leiloadas peças que ilustram o impacto cultural de Vivienne Westwood durante as quatro décadas de sua carreira. A mais antiga é um conjunto de saia e casaco da coleção "World's End, Witches", do outono-inverno 1983, quando Westwood ainda trabalhava com seu primeiro marido, Malcolm McLaren, empresário da banda britânica Sex Pistols, precursora do movimento punk.
Muitas tem motivos políticos e lemas que refletem sua preocupação com a Justiça social. Outra peça escolhida é um casaco azul similar ao usado por Naomi Campbell quando caiu, com sapatos de plataformas altíssimas, em uma passarela em 1993. A mais cara é um vestido feito à mão com ajuda de artesãos no Quênia. Todos os materiais utilizados são reciclados ou recicláveis.
Os preços estimados para os artigos oscilam entre 200 e 7 mil libras, mas a expectativa é que sejam vendidos acima disso. Museus e outras instituições apresentarão ofertas, mas Swallow afirma que a estilista "adoraria a ideia de que suas roupas fossem usada pelas pessoas".
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