Política
Câmara deve acelerar andamento de projeto que proíbe delação de réus presos; entenda
Lira indicou a aliados que requerimento de urgência entrará na pauta da sessão desta terça-feira
A Câmara retoma os trabalhos nesta terça-feira com a iminência de acelerar a votação do projeto que proíbe delações premiadas de réus presos. O texto foi apresentado há oito anos e saiu da gaveta na semana passada. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), indicou a aliados que o requerimento de urgência da proposta será analisado na sessão desta terça-feira.
Ministro das Relações Institucionais: Padilha diz que governo vai atuar contra projeto antidelação na Câmara
PL antidelação: ‘Risco de insegurança jurídica’ e ‘retrocesso’, avaliam associações de procuradores e de delegados
Ainda não há relator para o projeto antidelação, que une diferentes correntes da Casa, com apoios no PT, no Centrão e no PL.
Em outubro do ano passado, o texto apresentado pelo deputado Luciano Amaral (PV-AL) foi juntado a uma proposta semelhante de 2016, do petista Wadih Damous. O objetivo de usar uma versão alternativa para o debate é facilitar a votação e evitar temas que constam no texto original. como a previsão de prisão para quem divulgar conteúdo de delação. Esse ponto, por exemplo, poderia implicar no cerceamento da liberdade de informação.
Com três artigos, o projeto de Amaral diz que as delações devem ser feitas de forma voluntária e sem “privação cautelar de liberdade”. Também prevê que terceiros implicados por delações poderão “impugnar” o acordo, ou seja, contestar a validade.
Ao GLOBO, Luciano Amaral defendeu que a proposta não seja usada para permitir a anulação de delações já homologadas. O mesmo entendimento é reforçado por especialistas, que não veem motivo para a alteração ser usada para invalidar antigos acordos de colaborações.
Na Câmara, contudo, há o entendimento de que tanto o texto de Amaral quanto o de Damous poderiam ser usado para anular a colaboração do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro Mauro Cid. Isso poderia beneficiar o ex-presidente em casos como o suposto desvio de joias do acervo presidencial, caso de fraude em cartão de vacina, além do plano de golpe para evitar a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.
Mais lidas
-
1COMPORTAMENTO
Apartamento, jatinhos e festa: O que o caso Yasmin Brunet e Vorcaro revela sobre a dinâmica dos relacionamentos sugar
-
2SAÚDE
Suco verde para o café da manhã: veja como preparar essa bebida refrescante
-
3A CONTA NÃO FECHA
Pastor em Delmiro, salário em Maceió: folha aponta jornada de 40 horas a 290 km de distância na prefeitura de JHC/Cunha
-
4EXTREMISTA EXALTADO
Panelaço contra Flávio em Maceió termina com porteiro que participava do ato com moradores e vizinhos levado pela polícia; morador denunciou intimidação bolsonarista
-
5NO CEARÁ
Ao som de “Vai dar PT”, multidão toma as ruas de Fortaleza, no Ceará; veja vídeo