Alagoas

Imagens de cenas de exploração sexual infantil eram vendidas por R$ 50, diz PF

Cinara Corrêa com agências 24/05/2024
Imagens de cenas de exploração sexual infantil eram vendidas por R$ 50, diz PF
Foto: Arquivo

Imagens de abuso e de exploração sexual infantil foram comercializadas em Alagoas por R$ 50 e os arquivos já foram apreendidos pela Polícia Federal. Os crimes na internet foram alvo de duas operações da PF, realizadas no interior, na manhã desta sexta-feira, 24, onde um homem foi preso.

A operação “Mercador da Infância 2” combate a venda, publicação, compartilhamento e armazenamento em nuvem de grande quantidade de arquivos contendo cenas de abuso e exploração sexual infantil.

O acesso a esses arquivos era ofertado nas redes sociais por R$ 50, com anúncios veiculados em português, inglês e espanhol. Além do cumprimento de um mandado de busca e apreensão, foi dado cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal de Alagoas. Durante a busca foram apreendidos um laptop, um aparelho celular e um pen drive que estão sendo encaminhados ao setor técnico-científico da PF para serem periciados.

Também foram encontrados arquivos contendo cenas de sexo explícito e/ou pornográfica envolvendo crianças e adolescentes, tendo o suspeito sido preso em flagrante pelo crime.

O suspeito também pode responder pelo crime que trata da venda desse tipo de material. As penas máximas somadas previstas podem chegar a 18 anos de prisão.

"Inocência Compartilhada 5"

Na operação denominada “Inocência Compartilhada 5”, a PF investiga a publicação e o compartilhamento de arquivos contendo cenas de abuso sexual infantil por meio de grupos de aplicativos de mensagens. Neles, os grupos foram identificados vários participantes com números telefônicos inclusive de outros países.
Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Delmiro Gouveia, resultando na apreensão de dois aparelhos celulares, que serão encaminhados à perícia com o objetivo de identificar quais arquivos foram compartilhados.

O suspeito ainda pode responder pelos crimes de armazenamento e publicação de imagens contendo cenas de sexo explícito ou pornográfica envolvendo crianças e adolescentes, cujas penas somadas podem passar dos 10 anos de reclusão.