Mundo Tech
Meta processa brasileiros por uso de deepfakes em anúncios fraudulentos
Propagandas usavam vozes e imagens de celebridades e de médico famoso para promover itens sem aprovação regulatória, acusa empresa dona de Instagram, Facebook e WhatsApp
A Meta anunciou que está movendo ações judiciais contra esquemas que utilizam imagens e vozes manipuladas de celebridades e influenciadores em anúncios fraudulentos no Brasil e na China. A empresa, responsável por Instagram, Facebook e WhatsApp, também iniciou medidas legais contra um anunciante do Vietnã, acusado de liderar um esquema de fraude por assinatura com técnicas de manipulação de conteúdo na web.
Segundo a Meta, os criminosos utilizavam deepfakes de figuras públicas, simulando que elas estariam promovendo produtos ou serviços, para induzir usuários a clicarem em publicidades que direcionavam a sites fraudulentos. Esses sites, geralmente, solicitavam informações pessoais ou transferências de dinheiro das vítimas.
No Brasil, a Meta cita os nomes de Vitor Lourenço de Souza e Milena Luciani Sanchez, que, conforme a empresa, teriam usado imagens e vozes alteradas de celebridades para divulgar produtos de saúde fraudulentos.
Também são mencionados a empresa B&B Suplementos e Cosméticos (Brites Corp), a Brites Academia de Treinamento, Daniel de Brites Macieira Cordeiro e José Victor de Brites Chaves de Araújo. Eles estariam envolvidos em uma operação que utilizou deepfakes de um médico renomado para anunciar produtos sem aprovação regulatória e vender cursos ensinando as mesmas táticas.
Na China, a Meta entrou com ação contra a Shenzhen Yunzheng Technology, que teria usado anúncios com celebridades para atrair pessoas nos Estados Unidos, Japão e outros países, como parte de um grande esquema de fraude envolvendo supostos grupos de investimento.
No Vietnã, a ação judicial é contra a empresa Lý Văn Lâm, acusada de ocultar sua identidade para burlar o processo de revisão de anúncios. Segundo a Meta, a companhia veiculava anúncios fraudulentos oferecendo grandes descontos de marcas conhecidas, como Longchamp, em troca do preenchimento de pesquisas.
Usuários que interagiam com esses anúncios eram direcionados a sites que solicitavam dados de cartão de crédito para compras de produtos que nunca eram entregues. Além disso, os cartões das vítimas passavam a registrar cobranças recorrentes não autorizadas, caracterizando fraude por assinatura.
"Tomamos medidas técnicas contra esses golpistas, incluindo a suspensão de métodos de pagamento, desativação de contas relacionadas em nossas plataformas, bloqueio de domínios usados nos golpes e o compartilhamento dessas informações com parceiros do setor para que também possam bloqueá-los", afirmou a Meta em comunicado oficial.
A empresa destacou ainda, entre suas iniciativas recentes, a colaboração com autoridades do Reino Unido e da Nigéria que resultou no desmantelamento de uma central de golpes e na prisão de sete pessoas.
Foto: https://depositphotos.com/
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