Internacional

Restrições em cidadania buscam 'defender italianidade', diz Tajani

Vice-premiê criticou quem buscava passaporte para 'ir a Miami' SÃO PAULO, 10 de setembro de 2026, 20:08

Redação ANSA 11/09/2026
Restrições em cidadania buscam 'defender italianidade', diz Tajani
Vice-premiê da Itália criticou quem buscava passaporte para 'ir a Miami ' - Foto: ANSA

Em seu último compromisso em São Paulo antes de retornar a Roma, o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, comentou brevemente as restrições à transmissão da cidadania italiana por direito de sangue.

Questionado sobre o tema durante uma coletiva de imprensa no Museu da Imigração, o chanceler defendeu a reforma promovida pelo chamado "Decreto Tajani", convertido em lei pelo Parlamento italiano em 2025, e descartou qualquer possibilidade de flexibilização das regras.

"A nossa lei busca defender a italianidade e a seriedade de ser cidadão italiano. Ser cidadão italiano significa acreditar na nossa língua, acreditar nos valores e acreditar na identidade italiana", disse o vice-premiê.

Em suas declarações, o político também criticou o que considera uma busca pela cidadania italiana motivada principalmente pelo interesse nas vantagens proporcionadas pelo passaporte europeu.

"Se o passaporte italiano servir apenas para ir passar férias ou para ir fazer compras em Miami, não é um bom sinal. Queremos que quem obtém a cidadania se sinta italiano, ame a própria pátria e não os negócios em Miami. Se alguém se sentia italiano, poderia ter feito isso antes. Por que a italianidade foi abandonada por gerações? Então significa que não havia interesse em ser italiano", afirmou Tajani, que também questionou as "Black Fridays destinadas à aquisição da cidadania".

"A cidadania italiana é uma coisa séria, ser italiano é uma coisa séria e todos os italianos que atuam aqui demonstram isso. A questão está encerrada", acrescentou.

O chamado "Decreto Tajani" limitou o acesso ao princípio do jus sanguinis, permitindo a transmissão da cidadania por direito de sangue apenas por ascendentes de primeiro ou segundo grau (pais ou avós) que sejam exclusivamente italianos — ou tenham sido no momento da morte. Antes, não havia limite geracional.

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS © Copyright ANSA