Internacional
Jovem marroquino de 17 anos morre em centro de acolhimento de Ceuta
Segundo fontes policiais, menor sofria de diabetes tipo 1 e recebia acompanhamento médico
Um jovem marroquino de 17 anos morreu nesta quinta-feira (3) em um centro de acolhimento para menores desacompanhados em Ceuta, enclave espanhol no norte da África.
Segundo fontes policiais e de saúde locais, citadas pela emissora pública TVE e pelo jornal El País, o adolescente era insulinodependente e há suspeita de que a morte possa estar relacionada a um desequilíbrio glicêmico.
O jovem havia chegado a Ceuta durante a onda de entradas em massa de migrantes registrada no fim de julho. Inicialmente acolhido no centro de Piniers, ele foi posteriormente transferido para a unidade La Esperanza depois que foi confirmado que sofria de diabetes tipo 1.
O local, considerado mais adequado para o acompanhamento médico, abriga cerca de 60 menores, quatro deles diabéticos.
De acordo com as fontes de saúde, os níveis de glicemia do adolescente eram monitorados quatro vezes por dia, inclusive durante a noite, por volta da meia-noite. Ele também recebia o tratamento com insulina correspondente à sua condição.
O jovem foi encontrado sem vida nesta manhã por outros adolescentes que estavam na instalação. Um chamado foi feito ao serviço de emergência às 7h05, e uma equipe médica chegou ao centro oito minutos depois, mas não conseguiu reanimá-lo.
Após a morte, a equipe de La Esperanza entrou em contato com a família do adolescente. Segundo as fontes citadas pelo El País, uma tia informou que a mãe do jovem também sofre de uma forma grave de diabetes.
Uma autópsia deverá ser realizada para determinar a causa exata da morte. Até o momento, a hipótese de uma complicação relacionada ao diabetes não foi confirmada oficialmente.
A morte ocorre em meio à forte pressão sobre o sistema de proteção de menores migrantes de Ceuta. Dados da administração local indicam que cerca de 1.706 crianças e adolescentes desacompanhados estão atualmente registrados no enclave, cuja capacidade inicial reconhecida para esse tipo de acolhimento era de apenas 30 vagas.
Estimativas citadas pela imprensa local apontam, porém, que aproximadamente 4 mil menores migrantes permanecem no enclave desde o fim de julho. Muitos deles continuam vivendo nas ruas, em condições consideradas precárias, diante da sobrecarga da estrutura de acolhimento.
Mais lidas
-
1MOBILIDADE
Prefeitura inicia obras de R$ 46,9 milhões para ampliar ponte e criar terceira faixa na Ayrton Senna, na Barra da Tijuca
-
2ESTADO DE SAÚDE
Chiara Ferragni passa mal por causa de altitude durante viagem ao Peru
-
3ESPORTE
Palmeiras domina ranking de vendas mais caras do Brasil com cinco entre as 12 maiores
-
4DEFESA
Chefe da Marinha britânica reconhece o poderio da frota submarina da Rússia
-
5CONCURSO
RJ terá concurso para Secretaria de Planejamento e Gestão com 60 vagas de nível superior