Internacional
UE quer melhorar capacidade de monitorar UFOs, diz mídia
Bloco acompanha fenômenos há três anos de modo não oficial
Comissão Europeia tem monitorado Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs) pelo menos desde 2023, ainda que de forma não oficial, e visa aprimorar suas capacidades de detecção.
A informação a respeito do que antes era conhecido como Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) consta em documentos aos quais a Euronews teve acesso.
"Estamos nos tornando mais capazes de detectar e reconhecer UAPs graças a melhorias em nossas capacidades tecnológicas, mas precisamos melhorar ainda mais", diz uma carta do Executivo europeu citada pela emissora.
A resposta foi enviada a dois astrônomos amadores da Malásia que, em 2022, haviam mandado a Bruxelas 37 imagens do céu e do espaço mostrando supostos fenômenos não identificados.
A Comissão esclareceu que não tinha competência para investigar avistamentos ocorridos na Malásia, embora tenha anunciado planos de propor que os 27 Estados-membros "aumentem sua capacidade de detectar objetos no ambiente espacial ao redor da Terra".
"Isso serve, em partes, para nos ajudar a identificar melhor os UAPs que vocês avistaram, bem como a vasta quantidade de detritos espaciais que ameaçam os diversos usos do espaço", escreveu a UE.
"Não afirmamos que isso resolverá, no futuro, todos os casos como os que vocês relataram, mas talvez resolva alguns deles", acrescentou.
Questionada pela Euronews sobre a possível criação de um mecanismo europeu ou transatlântico de compartilhamento de informações sobre o tema, a Comissão reiterou que a questão permanece sob a responsabilidade de cada Estado-Membro.
"Os programas de UAP são de responsabilidade dos Estados-membros da UE, que os gerenciam com base em prioridades nacionais de segurança e defesa", afirmou um porta-voz.
A França é o único país da UE que conta com um órgão público dedicado, o Geipan, ativo desde 1977 na análise de fenômenos aeroespaciais não identificados.
Já do outro lado do Atlântico, nos Estados Unidos, os UAPs têm sido objeto de investigações governamentais e audiências no Congresso, incluindo uma realizada em julho de 2023 sobre possíveis implicações para a segurança nacional.
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