Internacional
Papa manda mensagem para família isolada que teve filhos retirados na Itália
Informação foi divulgada pelo advogado dos pais Nathan Trevallion e Catherine Birmingham
O papa Leão XIV respondeu nesta quarta-feira (12) à carta enviada em 28 de maio pelos pais das três crianças envolvidas no caso conhecido como "Família da Floresta", na Itália, e afirmou que está rezando por eles em meio aos esforços para recuperar os filhos.
Nathan Trevallion, britânico e ex-chef de Bristol, e Catherine Birmingham, australiana e ex-professora de equitação, mudaram-se para uma propriedade degradada em Palmoli, na região de Abruzzo, em 2021.
A casa não tinha eletricidade nem água encanada.
O casal tinha como objetivo criar os filhos — Utopia Rose, de oito anos, e os gêmeos Galorian e Bluebell, de seis — em contato direto com a natureza.
No entanto, as crianças foram retiradas dos cuidados dos pais em novembro do ano passado e encaminhadas para uma instituição de acolhimento na região de Vasto. A decisão ocorreu após um episódio de intoxicação por cogumelos e diante de preocupações das autoridades relacionadas à segurança, à educação e à socialização das crianças.
Inicialmente, Birmingham também permaneceu na instituição e pôde conviver com os filhos em períodos determinados durante o dia.
Em 6 de março, porém, um tribunal determinou sua saída do local, em meio a relatos de tensão entre a mãe, funcionários da instituição e assistentes sociais.
O caso gerou grande indignação na Itália e levou o casal a enviar uma carta a Leão XIV para chamar sua atenção e pedir suas orações diante da situação envolvendo os filhos.
Em resposta, o Pontífice afirmou "ter tomado conhecimento do conteúdo" da mensagem e disse que "lembra-se deles e de sua família em suas orações", segundo o advogado do casal, Simone Pillon.
O representante legal informou ainda que Catherine e Trevallion expressaram gratidão ao religioso "por sua atenção e orações" e o agradeceram pelas palavras de sua encíclica sobre o "direito primordial e inalienável dos pais de escolher o tipo de educação e criação a ser dado aos seus filhos".
Em meio à repercussão no país, o Ministério da Justiça enviou inspetores ao Tribunal da Infância e Juventude de L'Aquila após a decisão de retirar os filhos da família, enquanto integrantes do governo manifestaram preocupação com a condução do caso.
Na ocasião, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, também demonstrou interesse pela situação, assim como o presidente do Senado, Ignazio La Russa, que se reuniu com Birmingham e Trevallion em março deste ano.
No fim de abril, um tribunal de L'Aquila considerou inadmissível o recurso apresentado pelo casal contra a decisão que havia determinado a retirada da mãe da instituição onde os filhos estão.
Os pais continuam buscando a reunificação familiar. De acordo com Pillon, um pedido formal para que as três crianças retornem ao convívio dos pais foi apresentado em 25 de junho, e um novo requerimento foi protocolado em 7 de agosto.
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