Internacional

Itália mediará rodada de negociações entre Israel e Líbano entre 14 e 15/7

'Roma continua a trabalhar pelo cessar-fogo', destacou Tajani

Redação ANSA 14/07/2026
Itália mediará rodada de negociações entre Israel e Líbano entre 14 e 15/7
Líbano confirmou presença no encontro com Israel em Roma - Foto: ANSA

O vice-premiê da Itália e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, exaltou, nesta segunda-feira (13), o papel de Roma como mediadora no conflito no Líbano.

"Acabei de conversar com os negociadores israelenses e libaneses.

O fato de as negociações ocorrerem em Roma é muito importante. Isso demonstra o papel fundamental que a Itália desempenha na paz" no Oriente Médio, declarou Tajani, destacando a importância de "continuar trabalhando em prol de um cessar-fogo e da paz no Líbano".

Inicialmente, a embaixada de Israel nos Estados Unidos havia confirmado que a próxima rodada de tratativas entre Tel Aviv e Beirute ocorreria nos dias 15 e 16 de julho na Itália.

No entanto, hoje uma fonte israelense confirmou à ANSA que o encontro entre embaixadores foi antecipado para os dias 14 e 15 desta semana e irá acontecer na sede da embaixada dos EUA em Roma.

Em entrevista à CBS, o embaixador de Israel em Washington, Yechiel Leiter, afirmou que Tel Aviv, o Comando Central dos EUA e o Exército Libanês estão preparando as condições para a ativação de duas "zonas-piloto" no sul do Líbano, de onde os militares israelenses se retirariam.

Segundo Leiter, "se as zonas-piloto estiverem prontas para assumir a responsabilidade do Exército libanês, poderemos avançar. Se o Hezbollah permanecer no local, Israel manterá suas posições".

Já o presidente do Líbano, Joseph Aoun, anunciou no X que irá pedir a seu homólogo americano, Donald Trump, "que exerça a pressão necessária sobre Israel para implementar os termos do acordo-quadro", assinado em 26 de junho.

Aoun afirmou que sua solicitação visa "atender às demandas libanesas" e "fortalecer a posição de Beirute" em seu território.

Entre os objetivos listados pelo chefe de Estado estão "a retirada das tropas de Israel do sul do Líbano; o retorno das pessoas deslocadas; a devolução de prisioneiros e corpos; e a reconstrução do país".

"Esse caminho deve ser seguido após o fracasso da guerra", concluiu Aoun sobre o conflito que teve início em 28 de fevereiro no Irã, mas escalou a partir de março para o seu território.