Internacional
Rússia bombardeia Kiev na véspera de cúpula da Otan e mata quase 20
Ucrânia disse que não conseguiu conter mísseis devido à falta de sistemas antiaéreos
Um novo e massivo ataque russo contra a região de Kiev, capital da Ucrânia, deixou ao menos 18 mortos e mais de 70 feridos na madrugada desta segunda-feira (6), de acordo com as autoridades ucranianas.
O bombardeio, que utilizou dezenas de mísseis balísticos e drones, atingiu edifícios residenciais em quatro distritos da capital, destruiu apartamentos e provocou incêndios em prédios de até 30 andares.
De acordo com o Ministério do Interior da Ucrânia, 12 pessoas morreram na cidade de Kiev e seis na região adjacente. Entre os feridos, há pelo menos cinco crianças.
Cerca de 30 edifícios residenciais foram gravemente danificados. No distrito de Podilskyi, um ataque destruiu parte da entrada de um prédio, matando cinco pessoas e ferindo mais de 30. Em Darnytskyi, um míssil atingiu um pátio entre casas, deixando seis moradores mortos. Socorristas resgataram 28 pessoas, incluindo duas crianças de quatro anos. Na região de Kiev, mais de 500 indivíduos foram evacuados de Vyshneve.
O porta-voz da Força Aérea ucraniana, coronel Yuriy Ignat, admitiu que a defesa aérea não conseguiu abater nenhum dos 29 mísseis balísticos lançados durante a madrugada pela Rússia, devido à escassez nas baterias do sistema americano Patriot.

"O indicador é baixo, para usar um eufemismo", afirmou. Recentemente, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu aos Estados Unidos uma licença para produzir os mísseis do Patriot em território ucraniano.
Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, condenou o "ataque indiscriminado" e afirmou que a Ucrânia "precisa urgentemente de mais sistemas de defesa aérea".
Ela prometeu discutir o tema na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que começa nesta terça-feira (7), em Ancara, na Turquia, e defendeu que o Ocidente "continue aumentando a pressão para que a Rússia pare com o derramamento de sangue".
Moscou, por sua vez, justificou o bombardeio como uma ofensiva contra "instalações militares-industriais e energéticas" em Kiev, incluindo fábricas de drones e de blindados.
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