Internacional

Médicos Sem Fronteiras condena ataque russo que atingiu ambulâncias e áreas residenciais na Ucrânia

Bombardeio em Kiev deixou ao menos 20 mortos e 86 feridos; profissionais de saúde e base do serviço de ambulâncias também foram alvos

Assessoria 02/07/2026
Médicos Sem Fronteiras condena ataque russo que atingiu ambulâncias e áreas residenciais na Ucrânia
Ataque russo em Kiev, na Ucrânia, deixa pelo menos 20 mortos e 86 feridos - Foto: Anhelina Shchors/MSF

Nesta quinta-feira (02/07), as forças militares russas realizaram mais um intenso ataque contra Kiev, na Ucrânia. De acordo com relatos oficiais, até o momento foram confirmadas 20 mortes e pelo menos 86 pessoas ficaram feridas. Entre os alvos atingidos, estava uma base do serviço de ambulâncias, onde seis profissionais foram feridos: três paramédicos e três motoristas. Um hotel e edifícios residenciais também foram danificados. O ataque ocorreu à noite, e muitas pessoas que estavam dormindo ficaram presas sob os escombros. Os serviços de emergência continuam procurando mortos e feridos. O sistema de saúde da cidade ficou sobrecarregado — há relatos de que 110 equipes de ambulância trabalharam simultaneamente para responder às emergências.

“No escuro, dos porões e [abrigados nas] bases das escadarias, ouvíamos os drones de ataque russos passando pelo centro de Kiev, sem saber o que atingiriam, mas plenamente conscientes de que, mais uma vez, civis e infraestruturas civis seriam atingidos — e foram”, relatou Robin Meldrum, diretor-geral de Médicos Sem Fronteiras (MSF) na Ucrânia. “Começamos um novo dia, mais uma vez, em estado de choque e horror, diante do fato de que equipes das ambulâncias e de emergência precisariam retirar as pessoas do que sobrou de prédios residenciais destruídos e que precisariam salvar a vida dos próprios colegas que foram alvos do ataque.”

Profissionais de saúde e instalações médicas em toda a Ucrânia permanecem desprotegidos, trabalhando sob ameaça constante à beira do esgotamento de seus recursos. MSF condena os ataques das forças russas, que colocam em risco não apenas a população civil, mas também sua capacidade de receber atendimento médico após os ferimentos causados pelos bombardeios.