Internacional
Trump promete divulgar termos de acordo com Irã em breve
Presidente garantiu que próxima fase de negociações será 'mais fácil'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (16) que a próxima fase das negociações com o Irã será "mais fácil" e prometeu divulgar em breve os pontos do acordo preliminar que levou a um cessar-fogo no Oriente Médio.
Em meio a informações desencontradas sobre os termos do tratado, Trump afirmou que não apenas irá publicá-lo, mas também realizar uma "coletiva de imprensa" para lê-lo "palavra por palavra". "É um documento muito importante", salientou.
Durante a cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França, o presidente assegurou que a próxima fase das negociações, prevista para começar após a assinatura do acordo preliminar, em 19 de junho, na Suíça, será "mais fácil".
No entanto Trump desmentiu os rumores de que os EUA vão pagar US$ 300 bilhões ao Irã pela guerra, acrescentando que Washington não tem "nenhuma obrigação" de investir na República Islâmica. "É uma fake news difundida pelos democratas", declarou.
Ao mesmo tempo, ressaltou que o Irã "é um país que merece respeito" e que suas novas lideranças "são pessoas fortes e inteligentes, provavelmente muito mais espertas" que as anteriores. Logo no início da guerra, um ataque dos EUA e de Israel em Teerã matou o guia supremo iraniano, Ali Khamenei, que acabou substituído por seu filho Mojtaba Khamenei, tido por observadores como até mais radical que o pai.
"Eles não são radicalizados, e acredito que vão ajudar o país deles. Não acredito que haverá mudança de regime. Já vimos mudanças de regime no passado que não funcionaram", disse Trump.
Um ponto de incerteza em relação ao acordo continua sendo o Líbano: o Irã sustenta que o cessar-fogo inclui o conflito entre Israel e Hezbollah, mas o premiê Benjamin Netanyahu ainda não deixou claro se vai respeitar o compromisso entre Teerã e Washington.
"Eu tenho uma ótima relação com Bibi, mas agora Bibi deve ser mais responsável em relação ao Líbano", declarou Trump no G7. "Sem mim, Israel não existiria", garantiu.
Enquanto isso, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que a ocupação israelense no sul do Líbano "é uma violação do memorando de entendimento" com os EUA e que qualquer novo ataque provocará uma resposta de Teerã.
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