Internacional
Marinha italiana prepara missão para atuar no Estreito de Ormuz após guerra
Roma planeja enviar quatro embarcações para remover minas da região
Marinha da Itália informou nesta quarta-feira (22) que planeja enviar quatro navios para ajudar na desminagem do Estreito de Ormuz assim que a guerra entre Estados Unidos e Irã chegar ao fim.
"O planejamento prudente elaborado pelo Chefe do Estado-Maior da Defesa prevê um grupo de dois caça-minas, com uma unidade de escolta e uma unidade logística, o que nos permitirá estender o período de atuação", afirmou o almirante Giuseppe Berutti Bergotto, chefe do Estado-Maior da Marinha, ao programa Cinque Minuti, da Rai1.
O militar acrescentou que as embarcações italianas não atuarão sozinhas no Estreito de Ormuz, já que uma coalizão internacional deverá ser formada para enviar navios à região. Na Europa, a operação deverá contar com a participação de França, Reino Unido, Holanda e Bélgica.
"Precisamos de um forte envolvimento europeu neste momento para dialogar com Israel, Estados Unidos, Irã e os demais países do Golfo, porque a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz é crucial para nossos países industrializados", afirmou o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, durante um evento com seu homólogo da Polônia, Radoslaw Sikorski.
Segundo o jornal The Washington Post, o Pentágono informou ao Congresso americano que a remoção das minas no Estreito de Ormuz pode levar ao menos seis meses e dificilmente será concluída antes do fim do conflito no Oriente Médio.
Já o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, descartou a reabertura do estreito enquanto o bloqueio americano aos portos de Teerã continuar, classificando a medida como uma violação do cessar-fogo entre os dois países.
"Um cessar-fogo completo só faz sentido se não for violado por um bloqueio naval. Reabrir o Estreito de Ormuz é impossível enquanto o cessar-fogo for abertamente ignorado", escreveu o iraniano na rede social X.
Paralelamente, Washington prorrogou por um mês a isenção de sanções ao petróleo russo transportado por via marítima, como forma de aliviar a situação da Índia e de outros países mais vulneráveis diante da crise em Ormuz.
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