Internacional

Deputado americano Eric Swalwell anuncia renúncia após denúncias de má conduta sexual

Pressionado por aliados e opositores, parlamentar deixa o Congresso dos EUA após acusações de agressão sexual e comportamento impróprio; ele nega os crimes, mas admite “erros de julgamento”

13/04/2026
Deputado americano Eric Swalwell anuncia renúncia após denúncias de má conduta sexual
Eric Swalwell

O cenário político dos Estados Unidos foi impactado nesta segunda-feira (13) com o anúncio da renúncia do deputado democrata Eric Swalwell, representante do estado da Califórnia. A decisão ocorre em meio a uma série de acusações de agressão sexual e má conduta que vieram à tona nos últimos dias.

De acordo com reportagens publicadas por veículos como o San Francisco Chronicle e a CNN, uma ex-funcionária do parlamentar afirmou ter sido agredida sexualmente em duas ocasiões, incluindo um episódio em que trabalhava diretamente com o congressista. Outras três mulheres também relataram comportamentos inadequados, como o envio de mensagens explícitas e fotos não solicitadas.

A pressão política aumentou rapidamente em Washington, com pedidos de renúncia vindos tanto de membros do Partido Democrata quanto de adversários republicanos. Diante do cenário, Swalwell anunciou que deixará o cargo, alegando que não deseja que a crise pessoal prejudique seus eleitores ou o funcionamento do Congresso.

Em comunicado, o parlamentar pediu desculpas à família, equipe e apoiadores por “erros de julgamento no passado”, mas manteve a negativa em relação às acusações mais graves de agressão sexual. “As alegações são falsas”, afirmou.

A renúncia foi anunciada um dia após Swalwell suspender sua pré-campanha ao governo da Califórnia, movimento que já indicava o agravamento da crise política. Com a saída do cargo, uma eventual investigação pelo Comitê de Ética da Câmara perde alcance direto, já que o órgão não tem jurisdição sobre ex-membros do Congresso.

O caso reacende o debate nos Estados Unidos sobre responsabilidade política, conduta ética e os limites entre vida pessoal e função pública, em um momento de crescente escrutínio sobre lideranças eleitas.