Internacional
Na África, Papa abordará paz e papel da Igreja em continente 'por vezes esquecido'
Leão XIV visitará Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial entre 13 e 23 de abril
Uma viagem intensa, simbólica e inédita marcará os próximos dias do pontificado do papa Leão XIV.
Serão 11 dias, quatro países na África, deslocamentos diários, quatro idiomas de trabalho e encontros em todos os níveis.
A agenda do Pontífice refletirá tanto a complexidade quanto a esperança de um continente frequentemente marginalizado e esquecido no cenário global.
Entre 13 e 23 de abril, Leão XIV visitará Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial. A iniciativa, segundo a Santa Sé, busca lançar luz sobre "um continente que por vezes é esquecido" e seus desafios cotidianos de convivência entre povos diversos.
O programa foi apresentado pelo diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Matteo Bruni, que destacou os principais temas da viagem: paz, família, papel da Igreja, proteção ambiental e combate à corrupção.
Em vários dos países visitados, essas questões ganham ainda mais relevância diante de históricos de guerras civis ou longos períodos de governos autoritários.
O diálogo inter-religioso será um dos eixos centrais, especialmente na primeira etapa da viagem, na Argélia. Lá, o Papa pretende seguir simbolicamente os passos de Agostinho de Hipona, reforçando a importância da convivência entre diferentes tradições religiosas.
A agenda inclui encontros com autoridades civis, bispos, representantes culturais e acadêmicos, além de visitas a instituições sociais como prisões e orfanatos. Também estão previstas celebrações com grande participação popular.
Em Douala, Camarões, por exemplo, a missa de 17 de abril deve reunir cerca de 600 mil fiéis. Já em Kilamba - município angolano inteiramente "fabricado na China", fundado como cidade satélite da capital Luanda há apenas 15 anos -, o Papa celebrará outra grande liturgia.
Outro aspecto marcante será a diversidade linguística: o pontífice fará discursos e homilias em inglês, francês, espanhol e português, adaptando-se aos contextos locais. Em Malabo, ele utilizará até mesmo um carrinho de golfe para se deslocar dentro de um campus universitário, em um gesto de proximidade com os jovens.
Do ponto de vista logístico, a viagem envolverá deslocamentos diários por avião, além do uso de veículos fechados e do tradicional papamóvel. Segundo Bruni, "as medidas ordinárias de segurança são consideradas suficientes".
Trata-se da viagem internacional mais longa do atual pontificado até o momento, superando deslocamentos anteriores, como os realizados à Turquia, ao Líbano, ao Principado de Mônaco e à Itália.
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